Vírus detectado em patos portugueses não é transmissível ao homem
O vírus H5N2 da gripe das aves detectado em patos em duas explorações portuguesas não é transmissível ao homem e é muito menos patogénico do que o vírus que tem atingido o sudeste asiático.
As duas explorações de patos faziam produção para repovoamento de espécies para caça, segundo uma nota do Ministério da Agricultura, e não para colocação de aves no mercado.
Segundo um conjunto de informações sobre a gripe das aves disponibilizada na Internet pelo Ministério da Agricultura, "a estirpe H5N2 não é altamente patogénica nas aves e nunca foi conhecido que causasse a doença em humanos".
"Contudo, o controlo urgente de todos os surtos de gripe das aves - mesmo quando causados por uma estirpe de patogenicidade baixa - é da maior importância. As pesquisas demonstram que certas estirpes de gripe aviária, inicialmente de patogenicidade baixa, podem rapidamente sofrer mutação (dentro de seis a nove meses) para uma estirpe altamente patogénica, caso se possibilite a continuação da circulação nas aves", refere a informação oficial.
O Ministério da Agricultura anunciou quinta-feira que duas explorações avícolas de produção de patos, localizadas em Vila Nova da Barquinha e Tomar, foram sequestradas, tendo todos os animais sido abatidos, após a detecção do vírus H5N2 da gripe das aves.
A Direcção Geral de Veterinária adiantou já que as explorações foram sujeitas a sequestro, tendo ainda sido determinados "o abate e destruição, sob supervisão oficial, dos efectivos de ambas as explorações".
Foi ainda estabelecida uma zona de restrição com o raio de um quilómetro em torno das explorações.
O vírus que tem atingido o sudeste asiático é o H5N1, uma estirpe que tem causado preocupação junto das autoridades mundiais de saúde pública, uma vez que se transmite ao homem e é altamente patogénico entre os animais.
O vírus H5N1 foi responsável por mais de 150 mortos, a maioria das quais em pessoas que tinham contacto directo com animais.