Vizinhos de Santo André reforçam laços com festa popular

O reforço dos laços sociais de vizinhança em Vila Nova de Santo André, Santiago do Cacém, é o principal obj ectivo da festa popular que decorre dia 27 naquela localidade, para assinalar o Dia Europeu do Vizinho.

Agência LUSA /

O presidente da Junta de Freguesia local, Jaime Cáceres, explicou hoje à agência Lusa que o encontro, em torno de "petiscos", música e animação diversa , pretende "voltar a aproximar" os habitantes de Santo André, de uma forma multi cultural.

"Queremos que os habitantes descubram, de forma original e inédita, os seus vizinhos, independentemente da parte do mundo de onde vêm, activando e reac tivando os laços sociais de vizinhança,", assegurou.

A festa está integrada no Dia Europeu do Vizinho e Vila Nova de Santo A ndré, a mais recente cidade do concelho de Santiago do Cacém (passou a cidade há três anos), é a quarta localidade portuguesa a aderir à iniciativa.

Lisboa, Coimbra e Loures são as outras cidades portuguesas a participar no Dia Europeu do Vizinho que, desde há quatro anos, move mais de 4,5 milhões d e pessoas, num total de 460 cidades da Europa e no Canadá.

Também denominada como Festa Europeia dos Vizinhos, assinalando-se a 30 de Maio, a iniciativa é promovida pela organização European Neighbour`s Day, pa ra tentar construir cidades mais próximas e humanas, através do convívio e solid ariedade entre as populações.

Em Vila Nova de Santo, o encontro de dia 27, no fim-de-semana que antec ede a data em que se comemora a festa europeia, envolve um "petisco", com música e animação diversa à mistura, a partir das 17:00, no Passeio das Barcas.

A Junta de Freguesia, segundo Jaime Cáceres, vai montar mesas e grelhad ores para a festa popular, devendo os participantes levar também, já confecciona das, uma ou mais especialidades da sua tradição gastronómica, como a moamba, cac hupa, pastéis de bacalhau ou rissóis.

A localidade de Vila Nova de Santo André nasceu há cerca de 30 anos, pa ra acolher os trabalhadores do complexo industrial de Sines.

Tem 12 mil habitantes, a maioria dos quais oriunda de outras partes do mundo.

"Fomentar as relações de vizinhança é também uma forma de ganhar raízes , evitando que as pessoas regressem às suas terras de origem depois da reforma", defendeu Jaime Cáceres.

O presidente da Junta de Freguesia lembrou também que, num mundo "cada vez mais acelerado e individualista", as relações interpessoais precisam de volt ar a ser uma aposta.

"Hoje em dia, as pessoas sentam-se em casa, à frente do computador, e, através da Internet, falam com o outro lado do mundo. Só que, por vezes, esquece m-se do vizinho que está ali ao lado e nem `bom dia` lhes dizem", observou.

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