Zona nascente de Santo Tirso marca "referendo" para novo nome para Freguesias

Santo Tirso, Porto, 25 nov (Lusa) - A população de uma das maiores uniões de freguesias de Santo Tirso, zona localizada no lado Nascente do concelho, vai a votos a 07 de dezembro para escolher um nome "mais curto e identificativo" do território onde vive.

Lusa /

O nome atual é União de Freguesias de Campo (S. Martinho), S. Salvador do Campo e Negrelos (S. Mamede), denominação que resulta da reorganização administrativa, que ditou a extinção/agregação/fusão de freguesias em 2013.

Mas "um nome tão grande" tem gerado "confusões": o Centro de Emprego, por exemplo já resumiu, nas cartas que envia, a "União de Freguesias de Campo" e outros serviços apelidam o local de "As Freguesias da Zona Nascente", descreveram alguns dos 6809 habitantes deste local de Santo Tirso, concelho do distrito do Porto.

Assim, o executivo da Junta decidiu avançar para a consulta à população que poderá optar por um dos seguintes nomes: Vale Nascente, Vila Nova do Campo, Vila Nova do Vale, União do Vale, bem como Campo e Negrelos.

"Em causa está encontrar uma designação mais próxima da identidade do sítio e evitar que cada um lhe chame o que quer", explicou, à agência Lusa, o presidente desta União de Freguesias, Marco Cunha.

Os cinco nomes "finalistas" de uma lista de 145, após a exclusão dos "repetidos" de um total de 300 sugestões, foram definidos por uma comissão que juntou 36 pessoas desde autarcas e ex-autarcas de vários partidos, responsáveis do agrupamento de escolas e pároco, candidatos nas últimas Autárquicas e movimento associativo local.

Com este processo, que Marco Cunha sublinhou "ter começado na população a sugerir para terminar com a população a votar", o executivo socialista da Junta quis ser "o mais participativo e democrático possível".

Tratar-se-á, portanto, de uma verdadeira eleição com boletim de voto e urna incluídos. Não dá pelo nome de referendo porque legalmente não está enquadrado como tal. É uma "consulta pública".

Apurados os resultados o processo transita para a Assembleia de Freguesia e para a Assembleia Municipal, culminando com a entrega de uma proposta na Assembleia da República (AR).

Todo este projeto chama-se "um novo Destino, um novo Nome" e no último fim-de-semana foram dinamizadas três sessões de esclarecimento que serviram também para "reduzir alguma contrainformação".

"É que passaram a mensagem de que teria de se ir a correr mudar os documentos todos e não. A nossa visão é que tem de mudar tanto quanto teve de se mudar quando uniram as freguesias, ou seja, nada", garantiu Marco Cunha.

Mas nem todos estão de acordo: o PCP de Santo Tirso emitiu um comunicado em que descreve como "pacto de agressão" o que foi feito aquando da reforma administrativa e recusa esta esteja "consumada" e seja "irreversível".

"O PCP já apresentou 31 projetos para repor freguesias extintas. Vamos lutar pela reposição da nossa", lê-se na nota.

No dia da votação, o PCP de Santo Tirso apelará, avançou à Lusa um dos responsáveis da comissão concelhia, José Alberto Ribeiro, à população para que "anule o voto em sinal de protesto", estando na forja, disse o comunista, a possibilidade de apresentar "em breve" na AR um projeto que visa a desagregação de Campo (S. Martinho), S. Salvador do Campo e Negrelos (S. Mamede).

 

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