Aguiar-Branco diz que passam de 828 para 320 os trabalhadores civis nas Lajes

No entanto, o ministro da Defesa acredita que há trabalhadores pagos indiretamente que vão continuar a trabalhar na base.

Ilídio Trindade /
São dados que surgem depois de se saber que os Estados Unidos querem reduzir em cerca de 500 os efetivos militares na base açoriana.

Deste modo, o número de trabalhadores civis portugueses
na base das Lajes vai ser reduzido para cerca de metade, na sequência da retirada da maior parte do contingente militar norte-americano da Ilha Terceira.

"Atualmente há um total de 828 trabalhadores civis portugueses, sendo 617 pagos por fundos apropriados (fundos inscritos no orçamento do Departamento de Defesa norte-americano) e 211 por fundos não apropriados (fundos provenientes de receitas geradas localmente). Destes 828 a diminuição prevista é de 420, pelo que ficarão, dos trabalhadores pagos pelos fundos apropriados, aproximadamente 320", disse José Pedro Aguiar-Branco durante uma audição parlamentar nas comissões de Defesa e de Negócios Estrangeiros.

Posteriormente, fonte do Ministério da Defesa esclareceu que a redução prevista no que respeita aos trabalhadores pagos por fundos não apropriados é de 211 para 80 (uma redução de 131 trabalhadores), sendo que este número ainda poderá ser revisto.

A mesma fonte adiantou que a situação laboral dos trabalhadores pagos por receitas locais vai ficar definida posteriormente durante negociações entre os dois países.

A confirmarem-se as reduções previstas, o número total de trabalhadores civis portugueses nas Lajes passará dos atuais 828 para cerca de 400.

As comissões parlamentares estão a realizar hoje uma audição conjunta a Aguiar-Branco e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

(Com Lusa)
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