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Alberto João Jardim critica "incompetência da direção do PSD" na escolha de Mendes

Alberto João Jardim critica "incompetência da direção do PSD" na escolha de Mendes

Alberto João Jardim responsabilizou hoje a liderança social democrata pela possibilidade de a Presidência da República vir a ser ocupada por Seguro ou André Ventura, criticando a "incompetência da direção do PSD" pela escolha de Marques Mendes.

Lusa /

Numa primeira reação às projeções eleitorais na CMTV, o antigo presidente do Governo Regional da Madeira e apoiante de Henrique Gouveia e Melo, disse que a primeira conclusão que se retira das eleições de hoje "é a incompetência da direção nacional do PSD" na escolha do candidato apoiado pelos sociais-democratas, Luís Marques Mendes.

"O líder do PSD, em vez de ter procurado um consenso na área democrática, avançou sem tentar esse consenso e corre-se agora o risco de voltar a entregar a Presidência da República aos socialistas ou ter a extrema-direita do outro lado", afirmou, dizendo que há uma responsável por essa possibilidade.

"Esse responsável chama-se `direção nacional do Partido Social Democrata`, que mostrou, mais uma vez, a sua incompetência", criticou.

Alberto João Jardim reagia na CMTV aos resultados das projeções eleitorais das televisões, que apontam António José Seguro como o candidato mais votado e colocam a possibilidade de uma segunda volta ser disputada com André Ventura ou com João Cotrim Figueiredo.

Questionado se há uma derrota pessoal do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira respondeu que não, porque o PSD "não é um partido de um homem só", dizendo foi a geração a seguir à sua que "fez este disparate".

Alberto João Jardim antevê uma segunda consequência destas eleições, o resultado de Henrique Gouveia e Melo, em cujo apoio disse ter "muito orgulho".

"Pela primeira vez conseguiu-se organizar um consenso e um movimento contra o sistema político errado que está montado em Portugal. Sei que o almirante não quer fazer nenhum partido a partir daqui, nem é razão para isso. Mas está criado neste momento o movimento, que, para já, junta mais a classe média contra o sistema", afirmou.

Para Alberto João Jardim, criaram-se "as raízes" para "se contestar este mesmo sistema político numa base democrática, que não é o caso da extrema direita".

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