"Alguém tem que contribuir para relação institucional positiva", diz Seguro a Montenegro

 O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que "alguém tem de contribuir para manter uma relação institucional positiva" e apontou um "abuso de generosidade" ao primeiro-ministro quando Luís Montenegro o conotou com um dos extremos.

Lusa /

Durante a uma visita a empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre o apelo ao eleitorado de centro feito na véspera pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, para "não arriscar que os dois extremos" protagonizem a segunda volta, numa referência implícita a André Ventura e António José Seguro.

"Não [me considero um extremo], acho que foi um abuso de generosidade do primeiro-ministro", começou por responder.

Perante a insistência dos jornalistas sobre estas declarações de Luís Montenegro, Seguro escusou-se a responder a esta crítica diretamente.

"Eu sou candidato da Presidente da República. Dentro de dois meses espero estar a receber o atual primeiro-ministro em Belém, para trabalharmos em conjunto para resolvermos os problemas dos portugueses. E alguém tem de contribuir para manter uma relação institucional positiva", atirou.

O ex-líder do PS reiterou os apelos ao voto e pediu para os portugueses "não desperdiçarem o seu voto". 

"O desperdício de voto pode levar a pesadelos no dia 18 à noite e por isso apelo à concentração de votos de todos os moderados, dos progressistas, dos democratas, dos humanistas, na minha candidatura para que eu possa estar na segunda volta", enfatizou.

Sobre os novos desenvolvimentos no caso das acusações de uma ex-assessora da IL a João Cotrim Figueiredo de alegado assédio sexual, Seguro reiterou o que já disse sobre isso e insistiu: "eu só falo sobre factos e é isso que eu manterei sempre na minha vida pública".

Já sobre uma notícia do jornal online "24 horas", de que teria escapado à tropa por, depois de ter feito a recruta, em 1988, ter sido requisitado por um ministro de Cavaco Silva, Seguro respondeu apenas: "Eu fiz Serviço Militar Obrigatório, portanto isso entra dentro daqueles contextos de lama".

Questionado sobre o facto de o seu opositor Gouveia e Melo ter avançado com a possibilidade de criar um movimento cívico, o candidato apoiado pelo PS respondeu: "As pessoas têm de ser confrontadas com o que dizem, com o que reafirmam, com o que mudam de opinião. Enfim. Eu não vou criar absolutamente nada. Eu espero é mesmo ser o Presidente da República de todos os portugueses e todas as portuguesas".

Na quarta-feira, Gouveia e Melo afastou a hipótese de vir a criar um partido ou integrar um partido político caso perca as eleições presidenciais, mas salientou que quer manter-se como uma voz ativa na sociedade, esclarecendo que foi isso que quis dizer numa entrevista num programa da Antena 3, insistindo que seria "fora dos partidos".

"Nunca fundando nem integrando um partido político", sublinhou.

Em entrevista ao programa "Prova Oral", na Antena 3, transmitido na terça-feira, o candidato presidencial não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.

 

 

 

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