Política
Ana Drago não vê liderança bicéfala como solução única para o Bloco
A deputada bloquista sublinhou no sábado que a possibilidade de o BE avançar para uma liderança bicéfala no ciclo pós-Francisco Louçã tem apoiantes mas também adversários dentro da formação partidária. Falando à margem do comício do Bloco em Quarteira, no Algarve, Ana Drago lembrou que há militantes que têm "outros modelos" de direção, o que iria contra a perspetiva defendida nesse mesmo encontro pelo ainda coordenador e líder máximo do Bloco. Francisco Louçã vê no modelo de direção bicéfala, com um homem e uma mulher, uma solução "para o século XXI".
"Todas estas possibilidades estão ainda em aberto, estas propostas têm apoiantes mas há pessoas que têm outras ideias e têm outros modelos de direção. É um debate que ainda está a ser feito", apontou Ana Drago em declarações aos jornalistas.João Semedo e Catarina Martins começam a ser apontados como os potenciais sucessores a Francisco Louçã. Em entrevista, este sábado, ao Telejornal, Semedo manifestou disponibilidade para a partilha da coordenação bloquista, caso seja esse o desejo dos militantes.
A deputada bloquista não quis no entanto adiantar se tenciona candidatar-se à liderança do BE, já que - considera - a discussão sobre nomes "restringe o debate político que é necessário fazer".
"Trabalhar nomes é fabricar figuras", acrescentou.
No avizinhar do novo ciclo, Ana Drago defende no entanto que o Bloco de Esquerda tem dirigentes com "capacidade, protagonismo, propostas políticas e capacidade de confronto que permitem fazer uma nova liderança".
Francisco Louçã aponta caminho da liderança
Na mensagem deixada aos militantes, esta sexta-feira no Facebook, Francisco Louçã anunciava ter chegado a hora de se retirar da chefia do Bloco, para defender que a sucessão deverá ser bicéfala, protagonizada por um homem e uma mulher. Esta noite, reforçava a mensagem, para defender que esse é um modelo "para o século XXI".
"O que é estranho é que a sociedade não se faça representar nos partidos como ela é. No século XXI procuramos soluções para o século XXI", afirmava Louçã aos jornalistas, em Quarteira.
Garantindo que não irá virar a cara depois de encontrada uma nova liderança para o partido, o coordenador bloquista quis ainda deixar claro que estará "em todas as lutas", colocando uma nota de ironia a esta declaração.
"Sim, contem comigo, eu não vou para um conselho de administração. Eu vou estar aqui onde é preciso que haja ideias, combatividade, com um pé na rua, próximo das pessoas, porventura com mais tempo, fazer tudo o que me for pedido e for necessário para uma esquerda forte", afirmou.
Novo ciclo para renovar o Bloco
Francisco Louçã explicou também esta necessidade de abrir um novo ciclo político dentro do Bloco de Esquerda, convicto de que a renovação tornará o partido mais forte "numa altura em que é preciso uma esquerda mais forte".
Para Louçã, o poder "não deve ser exercido durante tempo demais" e – lembrando aqui "o princípio republicano" - considerou ser útil para o partido "dar lugar a outras pessoas".
A deputada bloquista não quis no entanto adiantar se tenciona candidatar-se à liderança do BE, já que - considera - a discussão sobre nomes "restringe o debate político que é necessário fazer".
"Trabalhar nomes é fabricar figuras", acrescentou.
No avizinhar do novo ciclo, Ana Drago defende no entanto que o Bloco de Esquerda tem dirigentes com "capacidade, protagonismo, propostas políticas e capacidade de confronto que permitem fazer uma nova liderança".
Francisco Louçã aponta caminho da liderança
Na mensagem deixada aos militantes, esta sexta-feira no Facebook, Francisco Louçã anunciava ter chegado a hora de se retirar da chefia do Bloco, para defender que a sucessão deverá ser bicéfala, protagonizada por um homem e uma mulher. Esta noite, reforçava a mensagem, para defender que esse é um modelo "para o século XXI".
"O que é estranho é que a sociedade não se faça representar nos partidos como ela é. No século XXI procuramos soluções para o século XXI", afirmava Louçã aos jornalistas, em Quarteira.
Garantindo que não irá virar a cara depois de encontrada uma nova liderança para o partido, o coordenador bloquista quis ainda deixar claro que estará "em todas as lutas", colocando uma nota de ironia a esta declaração.
"Sim, contem comigo, eu não vou para um conselho de administração. Eu vou estar aqui onde é preciso que haja ideias, combatividade, com um pé na rua, próximo das pessoas, porventura com mais tempo, fazer tudo o que me for pedido e for necessário para uma esquerda forte", afirmou.
Novo ciclo para renovar o Bloco
Francisco Louçã explicou também esta necessidade de abrir um novo ciclo político dentro do Bloco de Esquerda, convicto de que a renovação tornará o partido mais forte "numa altura em que é preciso uma esquerda mais forte".
Para Louçã, o poder "não deve ser exercido durante tempo demais" e – lembrando aqui "o princípio republicano" - considerou ser útil para o partido "dar lugar a outras pessoas".