Política
Anacoreta Correia critica Portas e diz que "se for preciso" avança
Lisboa, 11 jan (Lusa) - O líder do movimento democrata-cristão Alternativa e Responsabilidade Filipe Anacoreta Correia desafiou hoje Paulo Portas a acolher as suas propostas e disse que "se for preciso" avança com uma candidatura à liderança.
"Darei a cara, irei a votos. Chamo-me Filipe Anacoreta Correia, tenho 41 anos, se for preciso serei candidato à liderança do CDS-PP. Eu estou disponível e o partido pode sempre contar com o meu contributo mas é o presidente do partido que tem a responsabilidade de dizer que é possível somar", afirmou.
Crítico da atual direção, Filipe Anacoreta Correia começou a sua intervenção a afirmar que "nunca se pôs em bicos de pés" e que desapontaria quem esperasse "um facto político", uma "candidatura que desafie Paulo Portas".
"Não considero que a reeleição de Paulo Portas seja o que está fundamentalmente em causa neste Congresso", disse, frisando que o seu objetivo é que o presidente do partido reconheça que "não está tudo bem" e integre como "de todos" propostas do AR.
"Acentuamos mais o conteúdo das propostas do que uma candidatura à liderança. Haverá quem queira ver nisso uma demissão, uma atitude inconsequente. Haverá quem queira desafiar-me. Porque não uma candidatura? Ninguém me condiciona. Sou dono e senhor dos meus atos. Se há coisa que não tenho medo é de perder", disse.
Como primeiro subscritor de uma moção de estratégia global, Anacoreta Correia tem o direito a candidatar-se à liderança do CDS-PP. De acordo com o regulamento do Congresso, as moções serão votadas em urna a partir da meia-noite.
As eleições para os órgãos de direção do CDS-PP realizam-se domingo de manhã.
Afirmando-se contra o que considera o "segregacionismo institucional", Anacoreta Correia disse alegrar-se com "o apoio e disponibilidade de Luís Nobre Guedes para voltar a ocupar um cargo no partido", referindo-se à presidência do Conselho Nacional do CDS-PP.
"É um importante sinal e cabe ao partido dar uma resposta a esse sinal", considerou.
Filipe Anacoreta Correia considerou ainda que não foram satisfatórias as explicações de Paulo Portas sobre a crise política de julho, afirmando que "gostava de poder dizer que não foi uma fraqueza".
Crítico da atual direção, Filipe Anacoreta Correia começou a sua intervenção a afirmar que "nunca se pôs em bicos de pés" e que desapontaria quem esperasse "um facto político", uma "candidatura que desafie Paulo Portas".
"Não considero que a reeleição de Paulo Portas seja o que está fundamentalmente em causa neste Congresso", disse, frisando que o seu objetivo é que o presidente do partido reconheça que "não está tudo bem" e integre como "de todos" propostas do AR.
"Acentuamos mais o conteúdo das propostas do que uma candidatura à liderança. Haverá quem queira ver nisso uma demissão, uma atitude inconsequente. Haverá quem queira desafiar-me. Porque não uma candidatura? Ninguém me condiciona. Sou dono e senhor dos meus atos. Se há coisa que não tenho medo é de perder", disse.
Como primeiro subscritor de uma moção de estratégia global, Anacoreta Correia tem o direito a candidatar-se à liderança do CDS-PP. De acordo com o regulamento do Congresso, as moções serão votadas em urna a partir da meia-noite.
As eleições para os órgãos de direção do CDS-PP realizam-se domingo de manhã.
Afirmando-se contra o que considera o "segregacionismo institucional", Anacoreta Correia disse alegrar-se com "o apoio e disponibilidade de Luís Nobre Guedes para voltar a ocupar um cargo no partido", referindo-se à presidência do Conselho Nacional do CDS-PP.
"É um importante sinal e cabe ao partido dar uma resposta a esse sinal", considerou.
Filipe Anacoreta Correia considerou ainda que não foram satisfatórias as explicações de Paulo Portas sobre a crise política de julho, afirmando que "gostava de poder dizer que não foi uma fraqueza".