António José Seguro quer ser "o presidente dos novos tempos"

António José Seguro foi recebido com fortes aplausos antes de discursar nas Caldas da Rainha. "Somos um só povo, uma só nação, um só Portugal, plural e inclusivo, respeitador das liberdades de cada um e solidário nas nossas necessidades comuns", começou por dizer.

RTP /

Foto: José Coelho - Lusa

"Ao longo desta caminhada semeámos esperança, colhemos confiança".

O candidato apoiado pelo PS frisou que recebeu votos "oriundos de todos os campos políticos, o que reforça ainda mais a natureza independente desta candidatura".

"Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República", "esta não é uma candidatura partidária nem nunca será", declarou, acrescentando que "hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro".

"Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para, unidos, derrotarmos o extremismo e derrotarmos quem semeia ódio e divisão entre os portugueses", declarou Seguro.

O candidato, que arrecadou o primeiro lugar, frisou que para si "não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal".

"Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais", assegurou, recebendo mais uma ronda de aplausos. "Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós".

"Serei o presidente leal à Constituição da República. Serei o presidente para cuidar e melhorar o que está bem e para mudar o que está mal. E há tanto para mudar, a começar na saúde", priorizou.

O candidato não esqueceu também "a pobreza, os salários e as pensões baixas", assim como "a falta de habitação".

"Estou pronto para ser o presidente dos novos tempos, para fazermos de Portugal um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários", afirmou.

Na visão de António José Seguro, "a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada".

"Confiança, equilíbrio, exigência, ambição nortearão a minha ação como vosso presidente da República se vier a merecer, como espero, a confiança dos portugueses", acrescentou.
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