Especial
Debate e votação na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027

Aprovado programa para apoiar regresso de médicos residentes no estrangeiro

Aprovado programa para apoiar regresso de médicos residentes no estrangeiro

O parlamento aprovou hoje uma alteração apresentada pelo PS ao Orçamento do Estado para 2026 que prevê um programa de apoio aos médicos portugueses residentes no estrangeiro que pretendam voltar a Portugal.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A medida foi aprovada na votação na especialidade, no âmbito de uma proposta da bancada socialista para a criação de um plano de atração e fixação de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e noutras entidades do setor público, composta por sete alíneas, cinco das quais rejeitadas.

Uma das duas aprovadas prevê que o programa destinado aos médicos emigrantes que queiram voltar ao país deve incluir medidas de simplificação administrativa, incentivos fiscais e financeiros, além do acesso imediato ao Programa Regressar.

A segunda medida aprovada refere-se à criação e ao reforço da rede de creches com horários e condições de funcionamento adaptadas às necessidades dos profissionais de saúde, em articulação com as unidades locais de saúde (ULS), autarquias locais e entidades do setor social e solidário.

Para isso, devem ser assegurados horários alargados e flexíveis, adequados aos turnos e regimes de trabalho em vigor nos serviços de saúde públicos, incluindo, sempre que necessário, o funcionamento em período noturno e aos fins de semana, determina a proposta.

A bancada do Chega viu também aprovada a sua proposta para que, no próximo ano, o Governo assegure às ULS os meios técnicos e financeiros necessários à cobrança dos custos dos cuidados de saúde prestados a estrangeiros não residentes que não disponham de cobertura através de seguro, protocolo ou acordo internacional.

A proposta agora aprovada indica que, de acordo com a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), desde 2021 até setembro de 2024, quase 330 mil estrangeiros não residentes foram assistidos nas urgências do SNS, dos quais 43% não dispunham de qualquer cobertura válida, com "consequências financeiras são significativas".

"Apenas cinco ULS reportam dívidas superiores a 1,2 milhões de euros relativas a cuidados prestados a este universo de pessoas", refere.

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