Política
Austeridade à mesa do pequeno-almoço de Costa e Valls
António Costa sentou-se esta sexta-feira à mesa com o primeiro-ministro francês, o socialista Manuel Valls, para um pequeno-almoço na Embaixada de França, em Lisboa. No final do encontro, o líder do PS apontou a necessidade de construir uma rede de alianças à escala europeia para impor na Europa uma inversão às actuais políticas de austeridade e recolocar o Velho Continente na rota do crescimento. Pelo caminho, uma crítica velada ao Syriza e aos voluntarismos isolados entre os 28.
Do primeiro-ministro francês pouco se ouviu no arranque desta sua visita oficial a Portugal. Manuel Valls, um socialista tido pelos críticos como um falcão liberal do centro-esquerda francês, deixaria apenas um “somos amigos e socialistas”.
Manuel Valls: - Somos amigos e socialistas.
António Costa: - Naturalmente, somos amigos, os dois socialistas e da mesma família política social-democrata europeia.
Mais prolífero em palavras, António Costa, agora inteiramente dedicado às tarefas da oposição – entregue que está a Câmara de Lisboa a Fernando Medina – defendeu que a alternativa ao caminho de austeridade que vem sendo imposto pelas instituições da União Europeia deve ser construída através de “um diálogo à escala europeia”.
Acrescentou o líder do PS português “não ser possível construir soluções nacionais de forma unilateral, nem em conflito com a Europa e com as instituições europeias”, no que pode ser entendido como uma censura ao Governo de esquerda radical que está no poder em Atenas.
“Uma rede”
Pelo contrário, António Costa advoga que se trabalhe “na construção de uma rede de alianças e solidariedades”. Para o candidato a primeiro-ministro, trata-se da única fórmula que permitirá avançar - uma fórmula que vale para a Europa e que vale para Portugal.
“Temos de ultrapassar a trajetória de divergência dos últimos anos, de aumento de endividamento, e temos de devolver a confiança aos portugueses no sentido de que é na Europa que o país pode crescer e aproximar-se dos melhores níveis dos Estados-membros mais desenvolvidos. Essa tem de ser a nossa ambição coletiva, através de um diálogo com os nossos parceiros europeus para encontrar alternativas que permitam travar a política de austeridade e retomar uma trajetória de convergência”, declarou no final do encontro de pouco mais de meia hora com Manuel Valls.
Costa defendeu ainda a coesão como uma das prioridades a inscrever nos programas da Europa, uma ementa que quer ver temperada com mudança, crescimento, convergência e fim da austeridade.
c/ Lusa
Manuel Valls: - Somos amigos e socialistas.
António Costa: - Naturalmente, somos amigos, os dois socialistas e da mesma família política social-democrata europeia.
Mais prolífero em palavras, António Costa, agora inteiramente dedicado às tarefas da oposição – entregue que está a Câmara de Lisboa a Fernando Medina – defendeu que a alternativa ao caminho de austeridade que vem sendo imposto pelas instituições da União Europeia deve ser construída através de “um diálogo à escala europeia”.
Acrescentou o líder do PS português “não ser possível construir soluções nacionais de forma unilateral, nem em conflito com a Europa e com as instituições europeias”, no que pode ser entendido como uma censura ao Governo de esquerda radical que está no poder em Atenas.
“Uma rede”
Pelo contrário, António Costa advoga que se trabalhe “na construção de uma rede de alianças e solidariedades”. Para o candidato a primeiro-ministro, trata-se da única fórmula que permitirá avançar - uma fórmula que vale para a Europa e que vale para Portugal.
“Temos de ultrapassar a trajetória de divergência dos últimos anos, de aumento de endividamento, e temos de devolver a confiança aos portugueses no sentido de que é na Europa que o país pode crescer e aproximar-se dos melhores níveis dos Estados-membros mais desenvolvidos. Essa tem de ser a nossa ambição coletiva, através de um diálogo com os nossos parceiros europeus para encontrar alternativas que permitam travar a política de austeridade e retomar uma trajetória de convergência”, declarou no final do encontro de pouco mais de meia hora com Manuel Valls.
Costa defendeu ainda a coesão como uma das prioridades a inscrever nos programas da Europa, uma ementa que quer ver temperada com mudança, crescimento, convergência e fim da austeridade.
c/ Lusa