Política
Eleições Legislativas 2015
Bandeira amarela à esquerda do PS para a corrida a Belém
À direita, o silêncio. À esquerda, um aviso para a ordem natural do calendário político. Perante a discussão socialista em torno das presidenciais, o PCP deixa “ao PS o que é do PS” e atira o tema para depois das legislativas. Os bloquistas sublinham que o importante seria perceber o que distingue o partido de António Costa da coligação.
Jerónimo de Sousa é taxativo: “Para o bem e para o mal, ao PS o que é do PS”.“Apresentarei publicamente a minha candidatura após
as eleições legislativas de 4 de outubro”, confirmou na segunda-feira
Maria de Belém, em nota à agência Lusa.
O secretário-geral do PCP reage assim à preponderância que o dossier das eleições presidenciais tem assumido na pré-campanha do PS para as legislativas. E quanto à prometida candidatura presidencial de Maria de Belém, Jerónimo não se mostra impressionado.
Foi “mais um a seguir aos 16 anúncios já feitos, tirando aqueles que faltam ainda apresentar-se e anunciar”, desvalorizou na última noite o dirigente comunista, para depois procurar recentrar o debate político no ato eleitoral de outubro.
“Em relação às presidenciais, o PCP intervirá de modo próprio, com o objetivo fundamental de garantir na Presidência da República alguém que cumpra e faça cumprir a Constituição”, afirmou Jerónimo de Sousa, à margem de um jantar da CDU em Matosinhos.
“Quero garantir que imediatamente após as eleições de 4 de outubro o PCP decidirá, porque não decidiu ainda, em conformidade com essa orientação e essa decisão”, rematou.
“O esquema da alternância”
No discurso de Matosinhos, com as legislativas como prato principal, Jerónimo apontou a PS e PSD a autoria de um par de mistificações. A primeira em “torno da ideia de que estas eleições são para eleger o primeiro-ministro”, ocultando que “são para eleger 230 deputados”.
“Uma segunda mistificação fabricada a partir das sondagens, valorizando a bipolarização, é o chamado empate técnico”, prosseguiu o secretário-geral comunista, que diria ainda que o primeiro-ministro “fugiu com a boca para a verdade” ao clamar que “era preciso maioria absoluta, fosse do PSD ou do PS”.
“Talvez não se queiram juntar os dois formalmente porque queimam o esquema da alternância que dura há décadas”, estimou.
O que o Bloco percebe
Do flanco do Bloco de Esquerda também se avista um PS sem estratégia calibrada. Que deixa patente, nas palavras de Catarina Martins, as escassas ou nenhumas diferenças entre as ideias dos socialistas e da coligação de PSD e CDS-PP.

Foto: Luís Forra - Lusa
“O PS parece agora interessado em falar das eleições presidenciais. A única coisa que nós percebemos é que eventualmente se percebem melhor as diferenças dentro do PS sobre as presidenciais do que a diferença entre a estratégia que o PS propõe para o país e o que a direita tem feito até agora”, avaliou a porta-voz bloquista durante um comício no Algarve, sob a divisa “Um país não se vende”.
Igualmente preocupada em preservar as fronteiras do calendário eleitoral, Catarina Martins sustentou que aos eleitores será pedida a opção entre a continuação da austeridade, personificada na coligação, o rumo da indefinição, com António Costa como figura de proa, e a via proposta pelo BE.“Acabar com o abuso é o primeiro passo para defender o futuro do país”, afirmou Catarina Martins sobre o mercado de trabalho.
A dirigente do Bloco deixaria ainda um alerta contra a abstenção, fenómeno que pode acabar por conservar o poder nas mãos de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.
No momento de atacar o Governo, Catarina Martins arrasou a política laboral de estágios e os chamados contratos emprego-inserção. Segundo a porta-voz nacional do BE, “são três palavras para três mentiras”.
“Não são contratos porque não é um contrato de trabalho, não é emprego porque nem sequer há salário e não é inserção porque no fim do ano vão para o olho da rua e não há nenhuma possibilidade de continuarem naquele posto de trabalho”, enumerou.
“O Governo destruiu 218 mil postos de trabalho, sete em cada dez dos poucos empregos que criou são estágios, seis deles são estágios financiados pelo Estado”, concluiu.
O secretário-geral do PCP reage assim à preponderância que o dossier das eleições presidenciais tem assumido na pré-campanha do PS para as legislativas. E quanto à prometida candidatura presidencial de Maria de Belém, Jerónimo não se mostra impressionado.
Foi “mais um a seguir aos 16 anúncios já feitos, tirando aqueles que faltam ainda apresentar-se e anunciar”, desvalorizou na última noite o dirigente comunista, para depois procurar recentrar o debate político no ato eleitoral de outubro.
“Em relação às presidenciais, o PCP intervirá de modo próprio, com o objetivo fundamental de garantir na Presidência da República alguém que cumpra e faça cumprir a Constituição”, afirmou Jerónimo de Sousa, à margem de um jantar da CDU em Matosinhos.
“Quero garantir que imediatamente após as eleições de 4 de outubro o PCP decidirá, porque não decidiu ainda, em conformidade com essa orientação e essa decisão”, rematou.
“O esquema da alternância”
No discurso de Matosinhos, com as legislativas como prato principal, Jerónimo apontou a PS e PSD a autoria de um par de mistificações. A primeira em “torno da ideia de que estas eleições são para eleger o primeiro-ministro”, ocultando que “são para eleger 230 deputados”.
“Uma segunda mistificação fabricada a partir das sondagens, valorizando a bipolarização, é o chamado empate técnico”, prosseguiu o secretário-geral comunista, que diria ainda que o primeiro-ministro “fugiu com a boca para a verdade” ao clamar que “era preciso maioria absoluta, fosse do PSD ou do PS”.
“Talvez não se queiram juntar os dois formalmente porque queimam o esquema da alternância que dura há décadas”, estimou.
O que o Bloco percebe
Do flanco do Bloco de Esquerda também se avista um PS sem estratégia calibrada. Que deixa patente, nas palavras de Catarina Martins, as escassas ou nenhumas diferenças entre as ideias dos socialistas e da coligação de PSD e CDS-PP.
Foto: Luís Forra - Lusa
“O PS parece agora interessado em falar das eleições presidenciais. A única coisa que nós percebemos é que eventualmente se percebem melhor as diferenças dentro do PS sobre as presidenciais do que a diferença entre a estratégia que o PS propõe para o país e o que a direita tem feito até agora”, avaliou a porta-voz bloquista durante um comício no Algarve, sob a divisa “Um país não se vende”.
Igualmente preocupada em preservar as fronteiras do calendário eleitoral, Catarina Martins sustentou que aos eleitores será pedida a opção entre a continuação da austeridade, personificada na coligação, o rumo da indefinição, com António Costa como figura de proa, e a via proposta pelo BE.“Acabar com o abuso é o primeiro passo para defender o futuro do país”, afirmou Catarina Martins sobre o mercado de trabalho.
A dirigente do Bloco deixaria ainda um alerta contra a abstenção, fenómeno que pode acabar por conservar o poder nas mãos de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.
No momento de atacar o Governo, Catarina Martins arrasou a política laboral de estágios e os chamados contratos emprego-inserção. Segundo a porta-voz nacional do BE, “são três palavras para três mentiras”.
“Não são contratos porque não é um contrato de trabalho, não é emprego porque nem sequer há salário e não é inserção porque no fim do ano vão para o olho da rua e não há nenhuma possibilidade de continuarem naquele posto de trabalho”, enumerou.
“O Governo destruiu 218 mil postos de trabalho, sete em cada dez dos poucos empregos que criou são estágios, seis deles são estágios financiados pelo Estado”, concluiu.