BE questiona Governo sobre diminuição de taxa de cobertura de respostas sociais para idosos
O BE questionou hoje o Governo sobre a diminuição da taxa de cobertura de respostas sociais para idosos, registada num relatório, que também aponta "assimetrias regionais significativas" nestes apoios.
Numa pergunta dirigida ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a deputada única do BE, Andreia Galvão, - que começou hoje a substituir Fabian Figueiredo durante um mês -- questionou o executivo sobre o relatório da Carta Social relativo a 2024, mas que apenas foi divulgado este ano.
A deputada alertou que este relatório "confirma uma tendência preocupante: a taxa de cobertura das respostas sociais destinadas a pessoas idosas tem vindo descer desde 2021 e situa-se agora nos 11,4%".
"Falamos de lares e centros de dia que prestam um serviço essencial de cuidado a populações mais envelhecidas e muitas vezes sem alternativa, mas também de serviços de apoio ao domicílio que, mais por regra do que por exceção, são o único contacto diário de várias pessoas idosas solitárias e garantem que estas comem e que têm alguém que verifica o seu bem-estar", avisou Andreia Galvão.
A deputada única realçou que, apesar de este relatório identificar um crescimento de 16,7% nas respostas sociais direcionadas a pessoas idosas, "esse crescimento não é suficiente para fazer face à procura e necessidade destes serviços", não se refletindo na taxa de cobertura.
Andreia Galvão salientou ainda que os dados divulgados demonstram "assimetrias regionais significativas".
"A Península de Setúbal regista a cobertura em resposta para idosos mais baixa do país (6,4%), seguida do Algarve (8%) e da Grande Lisboa (9%), enquanto o Norte e o Centro apresentam a maior concentração de oferta", lê-se na pergunta.
Neste contexto, o BE quer saber como é que o Governo pretende "inverter a tendência de descida da taxa de cobertura das respostas sociais para idosos" e que medidas irá tomar para reduzir as assimetrias regionais identificadas, nomeadamente no sul do país.
O partido questionou ainda se o Governo reconhece "que a falta de investimento em instrumentos públicos, próprios do Estado, na resposta social para idosos dificulta a sua capacidade para intervir na prestação de cuidados" e se prevê "a criação desses instrumentos para aumentar a cobertura das respostas sociais para idosos".