Política
Bloco disponível para "correções" ao projeto-lei sobre eutanásia
A coordenadora do Bloco de Esquerda manifestou-se este sábado disponível para fazer mudanças ao projeto-lei sobre despenalização da morte medicamente assistida com vista a "consensos alargados" no Parlamento. Catarina Martins considera que é "indigno" que um país negue tal opção aos cidadãos.
O Bloco de Esquerda apresentou este sábado o projeto-lei sobre a despenalização da morte assistida, um documento com poucas alterações em relação aos artigos do anteprojeto anteriormente apresentado.
No encerramento da conferência "Despenalizar a morte assistida: tolerância e livre decisão", organizada pelo Bloco de Esquerda sobre a despenalização da morte assistida, Catarina Martins defendeu que "é tão digno o fim de vida de quem decide suportar todo o sofrimento, como é digno o desejo de antecipar a morte para parar esse sofrimento que se considera inútil e irremediável".
"O que é indigno é um país que negue essa opção a quem quiser controlar o seu fim de vida", considerou a líder bloquista.
A coordenadora do BE fez questão de salientar que o projeto do BE sobre esta matéria - a ser entregue nos próximos dias no Parlamento - visa "despenalizar e regulamentar a morte medicamente assistida".
Atualmente, os profissionais de saúde que participem nesse processo a pedido dos doentes podem ser sujeitos a uma pena de prisão até três anos.
"Consensos alargados"
Catarina Martins frisa ainda que o Bloco de Esquerda está pronto para discutir com os restantes partidos a alterar e corrigir pontos do projeto-lei hoje apresentado.
"É bom que possamos debater cada aponto afincadamente, com mais propostas se existirem e corrigindo, chegando a consensos que sejam alargados sobre todos estes pontos, mas sem fantasmas, sem confundir o que não deve ser confundido", defendeu.
Sobre possíveis críticas de que este diploma possa conter algum excesso de burocracia, a líder bloquista considerou que se trata de "um defeito que é a qualidade" necessária neste momento, defendendo que os "dramas privados" dos cidadãos também exigem respostas ao nível político.
No encerramento da conferência "Despenalizar a morte assistida: tolerância e livre decisão", organizada pelo Bloco de Esquerda sobre a despenalização da morte assistida, Catarina Martins defendeu que "é tão digno o fim de vida de quem decide suportar todo o sofrimento, como é digno o desejo de antecipar a morte para parar esse sofrimento que se considera inútil e irremediável".
"O que é indigno é um país que negue essa opção a quem quiser controlar o seu fim de vida", considerou a líder bloquista.
A coordenadora do BE fez questão de salientar que o projeto do BE sobre esta matéria - a ser entregue nos próximos dias no Parlamento - visa "despenalizar e regulamentar a morte medicamente assistida".
Atualmente, os profissionais de saúde que participem nesse processo a pedido dos doentes podem ser sujeitos a uma pena de prisão até três anos.
"Consensos alargados"
Catarina Martins frisa ainda que o Bloco de Esquerda está pronto para discutir com os restantes partidos a alterar e corrigir pontos do projeto-lei hoje apresentado.
"É bom que possamos debater cada aponto afincadamente, com mais propostas se existirem e corrigindo, chegando a consensos que sejam alargados sobre todos estes pontos, mas sem fantasmas, sem confundir o que não deve ser confundido", defendeu.
Sobre possíveis críticas de que este diploma possa conter algum excesso de burocracia, a líder bloquista considerou que se trata de "um defeito que é a qualidade" necessária neste momento, defendendo que os "dramas privados" dos cidadãos também exigem respostas ao nível político.