Bolieiro manifesta "disponibilidade leal" a Seguro
O presidente do Governo dos Açores saudou hoje o novo Presidente da República e assumiu uma "disponibilidade leal" e "cooperativa" na relação institucional "democrática e política".
José Manuel Bolieiro, em declarações à agência Lusa, manifestou "toda a disponibilidade para que, em conjunto, se possa valorizar o papel dos Açores na democracia e na autonomia politica da região", bem como de Portugal pela "importância geoestratégica que a região representa" para a nação e União Europeia.
O líder do executivo açoriano manifestou que tem uma "boa expectativa de que o desempenho político do Presidente da República seja o mesmo que desenvolveu durante a campanha eleitoral" por via do "diálogo, concertação e pela estabilidade política e governativa que o país precisa".
"Creio que isso foi muito importante para a afirmação do valor político e dignificação das instituições, estabilidade política e governação que possa potenciar o desenvolvimento de Portugal, dos Açores e o respeito pelas instituições autonómicas", considerou Bolieiro.
O presidente do Governo dos Açores considerou como "muito positiva" a participação dos açorianos para o resultado eleitoral de hoje, uma vez que "os níveis de participação numa eleição com essas características nos Açores não são muito elevados".
António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.477.717 de votos quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).
Dos mais de 11 milhões de inscritos para estas eleições presidenciais, mais de quase 3,5 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,7 milhões de votos, segundo os dados das 22:15, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.