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Candidatos do PND barricados no Jornal da Madeira

Candidatos do PND barricados no Jornal da Madeira

Sete candidatos do Partido da Nova Democracia barricaram-se esta manhã no Jornal da Madeira, no edifício que fica situado no Funchal. António Fontes, do PND, justificou esta ação levada ao extremo pelo facto – sublinhou - de o Jornal da Madeira ser a sede da "batota eleitoral". Para este candidato, o referido jornal "enxovalha, humilha e goza todos os dias" com a oposição madeirense, e "em particular o PND".

RTP /
O Jornal da Madeira "faz campanha total ao PSD e ao Governo da Madeira em pré-campanha e na própria campanha", acusa o PND Homem de Gouveia, Lusa

Os candidatos do PND rumaram esta manhã ao edifício-sede do Jornal da Madeira, fazendo-se acompanhar de alguns jornalistas. Expulsos que foram os repórteres, mantiveram-se nas instalações os membros do Partido da Nova Democracia.

Logo após a entrada nas instalações, o candidato António Fontes fez uma breve declaração criticando os apoios concedidos pelo Governo regional de Alberto João Jardim, um Executivo PSD, que detém a maioria do capital social deste órgão de comunicação social.

"Vamos passar da legítima defesa à ação direta. Vamos entrar no Jornal da Madeira, vamo-nos barricar aqui dentro enquanto não formos ouvidos pelo vice-presidente do Governo regional ou pelo senhor bispo do Funchal", afirmou António Fontes, para garantir: "Daqui não sairemos".

O candidato do PND, cuja lista é encabeçada por Hélder Spínola, lamentou que este jornal seja a sede da "batota eleitoral. Um jornal que se diz distribuído com um preço de capa e fraudulentamente é distribuído gratuitamente".

O Jornal da Madeira até "aumentou a tiragem para a campanha eleitoral", acrescentou António Fontes, acusando este órgão de comunicação social de "não admitir direitos de resposta nem qualquer esclarecimento. Faz campanha total quase ao PSD e ao Governo Regional da Madeira em pré-campanha e na própria campanha eleitoral".

O candidato acusa ainda o matutino de "não dar acesso" a outras correntes de opinião que não as que vão no sentido do poder madeirense, lamentando que não tenham sido atendidos os pedidos do PND para que fossem cumpridas as recomendações da Comissão Nacional de Eleições no sentido de uma postura pluralista da publicação,

De acordo com António Fontes, a comissão eleitoral já instou o jornal a "tratar todas as candidaturas de igual forma", mas esta é uma regra que "o jornal não cumpre".

Administrador desculpa-se e justifica expulsão dos jornalistas
Numa primeira reação à ação dos membros do PND, o administrador do Jornal da Madeira, Rui Nóbrega, exigiu a saída dos jornalistas e dos candidatos, gritando e empurrando ao som de "sai imediatamente, não tem autorização para entrar nas instalações".

Nessa altura, o candidato Eduardo Welsh respondeu ao administrador: "Não ponha os jornalistas na rua, isto é uma ação de campanha, nós queremos falar com um responsável, nós queremos pluralismo aqui dentro, não é esta pouca-vergonha da imprensa 'jardinista', o senhor faz fraude".

Posteriormente, e considerando a "intromissão abusiva, descarada e inadmissível", Rui Nóbrega dirigiu-se aos jornalistas com um pedido de desculpas: "Eu nunca entrei na casa de ninguém sem permissão, não aceito nem admito" e neste caso "nunca foi pedida autorização".
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