Política
Caso SIRESP. André Ventura desafia MAI a publicar email de adjunta
O líder do Chega afirmou esta tarde, em Lisboa, querer explicações sobre a nomeação de Viegas Nunes para a direção do SIRESP e as denúncias e razões de demissão do secretário-de-estado-adjunto do MAI, António Pombeiro.
"O SIRESP já nos custou 800 milhões de euros nos últimos anos", afirmou Ventura, considerando que os portugueses "têm direito a saber onde andam a gastar o dinheiro, em quem é que andam a gastar o dinheiro e porque é que alguém mesmo sob suspeita de má gestão, de conluio, de mcorrupção, etc, é nomeado novamente para dirigir o SIRESP".
"Isto são os tais poderes ocultos que andam à volta do Estado, todo o tempo", criticou. "É com isto que temos de acabar". Exigindo "transparência e integridade", o líder do Chega voltou a desafiar o MAI a tornar público um email, no qual uma das suas adjuntas terá pedido "a ocultação do relatório público do SIRESP", e ao qual o próprio Ventura terá tido acesso. "Espero que seja o Ministério da Administração
Interna a fazê-lo", afirmou Ventura.
O líder da oposição quer "respostas" de Luís Neves, ministro da Administração Interna, sobre a polémica demissão do seu secretário-geral-adjunto e as declarações graves sobre gestão do SIRESP.
O ministro da Administração Interna pronunciou-se esta terça-feira sobre
a questão, de viva voz e em tom irritado, afirmando que o recém-nomeado
Viegas Nunes está a ser alvo de um inaceitável ataque à honra.
Luís Neves afirma também que está "ansioso" para ir ao Parlamento dar explicações.
Luís Neves afirma também que está "ansioso" para ir ao Parlamento dar explicações.
Nas últimas horas, veio a público uma troca de emails entre Pombeiro e
elementos do gabinete do MAI, com versões diferentes sobre os motivos da demissão do
secretário-adjunto do ministério mas, o MAI nega quaisquer contradições.
Lembrando que irá reunir-se com José Seguro esta quarta-feira às 11h00 da manhã, André Ventura disse esperar "poder transmitir ao presidente da República a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP".
Seguro deveria chamar a atenção do primeiro-ministro de que "não podemos
condicionar informação pública em função dos nossos interesses", disse o líder da oposição, acrescentando que tem "provas" de que isso aconteceu.
"Há momentos na vida em que temos de dizer sim ao escrutíneo e não ao medo", afirmou.
"O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP", acusou, lembrando que este sistema de comunicações não tem funcionado bem.
"Há momentos na vida em que temos de dizer sim ao escrutíneo e não ao medo", afirmou.
"O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP", acusou, lembrando que este sistema de comunicações não tem funcionado bem.
"Acho que merecemos uma resposta também de Passos Coelho", disse Ventura afirmando que as suspeitas merecem a atenção "quer de um antigo primeiro-ministro, quer do presidente da República, quer dos líderes da oposição".