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CDS. Líder da concelhia da Figueira da Foz propõe regresso das eleições diretas em moção global

CDS. Líder da concelhia da Figueira da Foz propõe regresso das eleições diretas em moção global

Lisboa, 20 out 2019 (Lusa) -- O presidente da concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz divulgou hoje uma moção de estratégia global ao congresso em que defende o regresso à eleição direta do presidente e primárias na escolha de candidatos a deputados.

Lusa /

Miguel Matos Chaves, que tem levado a votos as moções de estratégia global que entregou nos últimos congressos, defende no texto "O Futuro para o CDS-PP" que o partido precisa de "uma maior participação estruturas distritais e concelhias nos destinos e atuação do partido".

Além do regresso à eleição direta do presidente do partido -- o CDS-PP já teve este método, mas aprovou em 2011 o regresso aos congressos eletivos -, propõe também que a escolha dos candidatos a deputados seja feita através de eleições primárias em cada distrito.

Ao presidente do partido caberia apenas a escolha do primeiro candidato nos distritos de Lisboa e Porto e só teria direito de veto nos restantes casos se fosse justificado por "processos judiciais graves" que pudessem envolver determinado candidato.

A moção defende ainda que os conselheiros nacionais do CDS-PP, atualmente eleitos em congresso, passem a ser escolhidos por cada distrito, e que coligações pré-eleitorais nacionais tenham de ter o acordo de dois terços das distritais.

Mattos Chaves volta a defender, como em anteriores moções, que o CDS-PP constitua um "governo sombra" com porta-vozes setoriais para cada pasta da governação, "reservando para o/a líder a tomada de posições de alternativa ao primeiro-ministro".

Em termos de linhas programáticas, o militante pede que o partido lute pela diminuição progressiva do IRS, pela atualização das pensões, pelo incentivo aos setores da agricultura e pescas e que se assuma como defensor da família e do "casamento como forma de união entre homem e mulher" e como "defensor da vida", recusando o "aborto não clínico e a eutanásia".

O Conselho Nacional do CDS-PP marcou, na madrugada de sexta-feira, o 28.º congresso nacional do CDS para 25 e 26 de janeiro de 2020, em local ainda a definir.

Nessa reunião magna, será escolhido o sucessor de Assunção Cristas, que anunciou a decisão de não se recandidatar na sequência dos resultados das legislativas (4,2% e cinco deputados).

Apresentaram-se como candidatos à liderança do CDS-PP, até agora, o líder da Tendência Esperança em Movimento (TEM), Abel Matos Santos, e o militante de Viana do Castelo Carlos Meira, com nomes como João Almeida, deputado e porta-voz do partido, Filipe Lobo d`Ávila, do grupo "Juntos pelo Futuro", ou o líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, ainda "em reflexão".

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