Centeno diz que comparação com Passos "é despropositada" e que não gostava de ser PM

Centeno diz que comparação com Passos "é despropositada" e que não gostava de ser PM

Na apresentação do livro estiveram várias personalidades e antigos governantes, incluindo o presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro, António Costa, e o atual líder do PS, José Luís Carneiro.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno considerou hoje despropositada a comparação com o antigo chefe do executivo Pedro Passos Coelho, diferenciando o seu percurso e vida académica, e referiu que não gostaria de ser primeiro-ministro.

«Essa comparação é despropositada porque o nosso passado é completamente diferente, a minha dedicação à vida académica não tem paralelo com nenhuma figura que vocês vejam, em particular o doutor Passos Coelho», respondeu Mário Centeno aos jornalistas à margem da apresentação do seu livro «Contas Certas», quando questionado sobre a equivalência que tem sido feita sobre a sua presença no espaço público atualmente e a do antigo primeiro-ministro.

O ex-ministro das Finanças explicou que o seu contributo é só «aportar à discussão» o seu conhecimento, que admitiu ser «talvez muito académico».

«Mas é exatamente isso que eu quero fazer e não há nenhuma comparação possível mesmo entre uma situação e a outra», insistiu.

Mário Centeno foi perentório ao responder aos jornalistas que «não gostava nada de ser primeiro-ministro».

«Os cartões não valem só pelo plástico que colocamos neles, são mais do que isso. Eu entrego muito às coisas que faço e eu neste momento não tenho essa visão no meu horizonte», respondeu, quando questionado sobre se pretendia vir a pedir o cartão de militante do PS.

Na apresentação do livro estiveram várias personalidades e antigos governantes, incluindo o presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro, António Costa, e o atual líder do PS, José Luís Carneiro.

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