Combustíveis. IL acusa Governo de "criar alarme social" com apelos à poupança

Combustíveis. IL acusa Governo de "criar alarme social" com apelos à poupança

A Iniciativa Liberal (IL) acusa o Governo de "criar alarme social" ao apelar à população que "faça racionamento de consumos ao combustível" e quer que a ministra do Ambiente e Energia esclareça se o país "tem o seu abastecimento garantido". São dúvidas que o partido levanta sob a forma de uma pergunta dirigida ao gabinete de Maria da Graça Carvalho e na qual a IL questiona se "há ou não risco de rutura de reservas" em Portugal.

Teresa Borges - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Maria de Sá e Melo

“Há uma série de declarações que têm sido feitas pelo Governo, não só pela ministra do Ambiente, mas também pelo ministro da Economia Castro Almeida, a apelar a que os portugueses se contivessem no seu uso de combustível”, sublinha o deputado liberal Jorge Miguel Teixeira em declarações à RTP Antena 1, numa referência aos alertas que têm sido feitos por alguns membros do executivo a apelar à poupança após uma subida do consumo dos combustíveis.

“Não me parece que haja algum português consumir mais do que o estritamente necessário, tendo em conta o ponto a que já chegaram os preços do combustível”, insiste Jorge Miguel Teixeira, defendendo que quando se começam a ouvir governantes “a falar no racionamento mesmo que autoimposto” é sinal de “problemas de abastecimento”. “Se as reservas estão todas bem, se a capacidade do país aguentar um choque nos combustíveis está bem, porque é que a ministra está a fazer estes apelos?”, questiona.

A pergunta foi submetida esta quinta-feira, ainda antes de a ministra do Ambiente ter explicado, no final da reunião do Conselho de Ministros, que Portugal se viu obrigado a enviar uma parte das reservas estratégicas de combustível para França por falta de capacidade de armazenamento no país, mas para o partido “a interrogação mantém-se”.

Os liberais querem que o “Governo tenha a oportunidade de esclarecer o Parlamento por escrito”, mas não fecham a porta a pedir a audição de Maria da Graça Carvalho. "Caso as respostas não sejam suficientes, então, claro, justifica-se uma chamada da ministra à Comissão de Ambiente e Energia", sublinha Jorge Miguel Teixeira.
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