Política
Congresso do PS. Alexandra Leitão defende "estabilidade" mas avisa: "Medo de gerar instabilidade não nos deve paralisar"
A ex-ministra do PS considera que Congresso Nacional em Viseu deve servir para uma "reflexão" dos socialistas sobre a falta de vontade do PSD em "fazer pontes" com o partido que governou durante mais de oito anos com António Costa. "Debater assuntos não é defender uma desunião", sublinha.
Num momento em que são várias as vozes dentro do partido a pedir outro tipo de oposição de José Luís Carneiro ao Governo, a ex-ministra Alexandra Leitão não tem dúvidas: até agora e desde a saída de Pedro Nuno Santos, o PS fez o que tinha a fazer e o tempo é de refletir sobre as escolhas feitas por Luís Montenegro.
"A AD tem optado por fazer pontes com o Chega. Isso deve-nos merecer uma reflexão. O medo de gerar instabilidade não nos deve paralisar e devemos procurar essa estabilidade ativamente. Mas, a partir do momento em que percebemos que do lado de lá não há construção de pontes... As pontes têm de se construir dos dois lados das margens", diz.
Em declarações à Antena 1, a poucas horas do início da reunião magna do PS, Alexandra Leitão entende que é no encontro em Viseu que deve ter lugar o debate sobre as dificuldades em dialogar com o PSD e que esse não deve ser um assunto tabu. João Alexandre - RTP Antena 1 | Foto: José Sena Goulão - Lusa
"Debater os assuntos não é defender uma desunião, designadamente aqui, em torno do secretário-geral [José Luís Carneiro], que, obviamente, tem procurado fazer estas pontes. Agora, há momentos que, naturalmente, nos obrigam a pensar no futuro", reitera a socialista.
No mesmo sentido, Alexandra Leitão considera que são várias as evidências de que os sociais-democratas desvalorizam o esforço de aproximação do PS: "Se olharmos para aquilo que foi a governação da AD, além de não ter resolvido os problemas dos portugueses, tem optado sempre por governar e por fazer acordos com o Chega. Isso deve merecer a nossa reflexão".Quanto a José Luís Carneiro e ao PS, diz Alexandra Leitão, enfrentam, no Congresso e no atual momento político, um desafio difícil, mas possível: apresentar uma alternativa à atual governação.
"[Deve] Apresentar propostas alternativas às do Governo, para que as pessoas sintam que há aqui um projeto alternativo e uma capacidade melhor de resolver os problemas. Eu acho que esse é o ponto principal", insiste a ex-ministra e atual vereadora socialista, que salienta: "Se isso se faz com pontes? Às vezes sim, às vezes não".
Assim, Alexandra Leitão vê com bons olhos um PS disponível para ser parceiro, mas, sobretudo, com capacidade de fazer oposição, na antevisão de um Congresso Nacional onde se vai ficar a saber a nova composição dos órgãos do partido, onde se irão discutir as propostas das várias sensibilidades internas e onde, na reflexão, também há espaço para independentes: "Trazem os seus inputs, digamos assim. Acho que será bom e que será um Congresso útil", diz a socialista.
Nos vários painéis laterais ao debate da moção apresentada por José Luís Carneiro e das mais de 50 apresentadas por outros militantes, vão estar nomes como o antigo ministro António Costa Silva, o ex-CEO do Grupo Stellantis, Carlos Tavares, ou ainda o Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, Paulo Jorge Ferreira.
"A AD tem optado por fazer pontes com o Chega. Isso deve-nos merecer uma reflexão. O medo de gerar instabilidade não nos deve paralisar e devemos procurar essa estabilidade ativamente. Mas, a partir do momento em que percebemos que do lado de lá não há construção de pontes... As pontes têm de se construir dos dois lados das margens", diz.
Em declarações à Antena 1, a poucas horas do início da reunião magna do PS, Alexandra Leitão entende que é no encontro em Viseu que deve ter lugar o debate sobre as dificuldades em dialogar com o PSD e que esse não deve ser um assunto tabu. João Alexandre - RTP Antena 1 | Foto: José Sena Goulão - Lusa
"Debater os assuntos não é defender uma desunião, designadamente aqui, em torno do secretário-geral [José Luís Carneiro], que, obviamente, tem procurado fazer estas pontes. Agora, há momentos que, naturalmente, nos obrigam a pensar no futuro", reitera a socialista.
No mesmo sentido, Alexandra Leitão considera que são várias as evidências de que os sociais-democratas desvalorizam o esforço de aproximação do PS: "Se olharmos para aquilo que foi a governação da AD, além de não ter resolvido os problemas dos portugueses, tem optado sempre por governar e por fazer acordos com o Chega. Isso deve merecer a nossa reflexão".Quanto a José Luís Carneiro e ao PS, diz Alexandra Leitão, enfrentam, no Congresso e no atual momento político, um desafio difícil, mas possível: apresentar uma alternativa à atual governação.
"[Deve] Apresentar propostas alternativas às do Governo, para que as pessoas sintam que há aqui um projeto alternativo e uma capacidade melhor de resolver os problemas. Eu acho que esse é o ponto principal", insiste a ex-ministra e atual vereadora socialista, que salienta: "Se isso se faz com pontes? Às vezes sim, às vezes não".
Assim, Alexandra Leitão vê com bons olhos um PS disponível para ser parceiro, mas, sobretudo, com capacidade de fazer oposição, na antevisão de um Congresso Nacional onde se vai ficar a saber a nova composição dos órgãos do partido, onde se irão discutir as propostas das várias sensibilidades internas e onde, na reflexão, também há espaço para independentes: "Trazem os seus inputs, digamos assim. Acho que será bom e que será um Congresso útil", diz a socialista.
Nos vários painéis laterais ao debate da moção apresentada por José Luís Carneiro e das mais de 50 apresentadas por outros militantes, vão estar nomes como o antigo ministro António Costa Silva, o ex-CEO do Grupo Stellantis, Carlos Tavares, ou ainda o Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, Paulo Jorge Ferreira.