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PSD reunido em Congresso um dia depois do chumbo do pacote laboral

Lei laboral. Ministra do Trabalho condena os que "votam em função das tendências do TikTok"

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Lei laboral. Ministra do Trabalho condena os que "votam em função das tendências do TikTok"

Arrancou este sábado o 43.º Congresso do PSD, que se realiza em Anadia (Aveiro) depois de o Chega ter rejeitado a proposta de lei laboral. Luís Montenegro acusou a oposição de "imaturidade" e "falta de coragem". Já a ministra do Trabalhou criticou quem vota em função "das tendências do TikTok".

RTP /

Foto: Paulo Novais - Lusa

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RTP /

Hugo Soares diz que não vai desistir de "chamar à razão" e dialogar com PS e Chega

O secretário-geral e líder parlamentar do PSD afirmou hoje que "não vai desistir de chamar à razão" o PS e o Chega e comprometeu-se a continuar a dialogar com os dois partidos no Parlamento.

Hugo Soares falava no 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).

Sem se referir diretamente ao chumbo do pacote laboral do Governo na sexta-feira, com os votos da esquerda mas também do Chega, o líder parlamentar do PSD contou que hoje muitos lhe disseram à chegada à reunião magna "como é que ainda acreditava neles" ou que "não era possível ir na conversa deles".

"Eu quero dizer ao congresso e ao pais: se o Chega e o PS desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão, nós temos de governar e continuar com o dialogo na Assembleia da República", afirmou.

O dirigente do PSD -- que prometeu "continuar na primeira linha do combate político" - disse mesmo que irá "obrigar o PS e o Chega" a esse diálogo.

"Nós vamos continuar a responsabilizá-los porque a responsabilidade que eles têm foi a responsabilidade que o povo português lhes deu nas urnas. A nós disseram-nos para governar, a eles disseram para dialogar connosco, no parlamento que é o sítio certo", apontou.

Agência Lusa
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RTP Antena 1 /

António Rodrigues: "Não será um congresso de orelhas caídas"

Com a rejeição da proposta de lei laboral bem fresca na memória, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD António Rodrigues recusa que o congresso nacional do partido, que decorre este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, se torne um "congresso de orelhas caídas", defendendo que será uma oportunidade para "reganhar forças" para a "segunda etapa" da legislatura.

Foto: Paulo Novais - Lusa

“Agora temos forças acrescidas porque, principalmente, o que ficou claro com o resultado da votação [da lei laboral] foi que as pessoas perceberam que não se pode confiar no Chega”, afirma, em entrevista à RTP Antena 1, conduzida pela Editora de Política Natália Carvalho.

O deputado social democrata rejeita que tenha existido “excesso de confiança” neste processo e insiste na ideia de que o PSD tenta negociar com "todos", da esquerda à direita do hemiciclo.

“Esta geometria parlamentar exige uma necessidade de alargar sempre todos os espetros, à esquerda e à direita. E nós temos tentado fazer isso, com quem está disponível para conversar connosco”, refere António Rodrigues.

“Infelizmente nem todos estão disponíveis. Ou aqueles que se mostram disponíveis não se mostram capazes de levar até ao fim”, atira, numa alusão a PS e Chega.

A poucos meses do arranque da discussão do Orçamento do Estado para 2027, o ‘vice’ da bancada do PSD rejeita também que existam “portas fechadas” nas negociações e acredita que este será um trabalho "ponto a ponto".

"Nós estamos em jogo. Agora, se querem evitar com escolhas no caminho e barreiras que não têm qualquer tipo de lógica, nós vamos tentar ultrapassá-las. Uma a uma. E é a essa a nossa disposição, ir vendo ponto por ponto como é que se consegue ultrapassar a situação para ter um Orçamento de Estado. Não faz sentido ter um país adiado", remata.
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RTP /

Ministra do Trabalho diz que pacote laboral foi chumbado pelos que "votam em função das tendências do TikTok" ou por "afronta pessoal"

No seu discurso no congresso, a ministra do Trabalho aproveitou para condenar o chumbo do pacote laboral no Parlamento, considerando-o “fruto de mais uma coligação entre os partidos da oposição que, apesar de se sentarem em lados opostos do hemiciclo, talvez não sejam tão diferentes assim”.

“Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional”, declarou Maria do Rosário Palma Ramalho.

“E todos conhecem bem os nossos adversários: uns que, por não suportarem não estar no Governo fizeram desta reforma uma afronta pessoal; e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok”, criticou.

A ministra referiu ainda que “esta era de facto uma reforma essencial para aproximar Portugal da Europa em termos de competitividade da economia, de produtividade, das empresas e do valor dos salários”.

“O chumbo desta proposta de lei é uma oportunidade perdida para o nosso país”, considerou.
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Francisco Figueira alerta que é essencial uma reforma do sistema político

O deputado social-democrata Francisco Figueira considerou hoje essencial uma reforma do sistema político, apontando o exemplo de o Alentejo ter um terço do território nacional, mas representar apenas 3,5% do total de mandatos no Parlamento.

Francisco Figueira, porta-voz da conferência de líderes na Assembleia da República e deputado eleito pelo círculo de Évora, salientou este dado no primeiro de dois dias do Congresso Nacional do PSD, em Anadia, no distrito de Aveiro.

"Venho falar-vos não do país do litoral, não do país desenvolvido, mas daquele país que ainda sofre com as assimetrias regionais, com as diferenças que herdámos da ditadura e que em 50 anos não soubemos ainda corrigir", declarou Francisco Figueira.

Perante os congressistas, Francisco Figueira advertiu que não são apenas precisas medidas de fomento ou social.

"Precisamos de um novo paradigma de representatividade política, de um reequilíbrio entre a representatividade das diversas regiões do nosso país. Precisamos da reforma do sistema eleitoral", defendeu.

O deputado do PSD apontou depois que o Alentejo "tem um terço do território nacional, mas elege apenas oito mandatos na Assembleia da República".

"Isto são 3,5% do total de deputados no Parlamento, mas, repito, o Alentejo representa um terço do território nacional. Se queremos uma verdadeira política de coesão territorial, se queremos reequilibrar o nosso país, é preciso reequilibrar a representatividade política", frisou, numa intervenção em que elogiou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Agência Lusa
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A análise do diretor de Informação da RTP

Vítor Gonçalves faz a análise do momento político do PSD no Congresso que decorre este fim de semana.

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Sombra de Passos Coelho no Congresso?

Hugo Soares diz que Passos Coelho está "ao lado" do partido, apesar da ausência no congresso do PSD. Vários militantes admitem que gostariam de ver o antigo líder do social democrata em Anadia, enquanto Luís Montenegro evita falar sobre o tema.

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RTP /

Secretário-geral do PSD rejeita crise política após chumbo do pacote laboral

A várias vozes, os sociais-democratas falam num dia triste para o país, mas dizem estar focados em encontrar soluções para os problemas.

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Discurso de Montenegro em resumo
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Luís Montenegro acusa o Chega e o PS de falta de coragem política

Luís Montenegro acusa o Chega e o PS de falta de coragem política e sentido de responsabilidade depois do chumbo na reforma da lei laboral. <br />No discurso de abertura do congresso social democrata, o presidente do partido criticou ainda a estratégia política dos socialistas - que apelidou de "manhosa".

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"Não somos os donos da verdade", mas temos a responsabilidade de executar programa mais votado. "Não sou de me intimidar", diz líder do PSD

Luís Montenegro finalizou o discurso dizendo que não vai ceder a "nenhum tipo de pressão".

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Montenegro lança críticas a quem faz "agitação permanente" baseada na "imaturidade"

Em relação ao partido liderado por André Ventura, considerou -- sem o citar diretamente -- que está a ter um comportamento que "se inspira na agitação permanente, na irresponsabilidade, quando não, muitas vezes, na imaturidade".

"Em ambas as circunstâncias, o que nós temos visto é permeabilidade aos interesses pessoais, aos interesses de determinados segmentos e não a preocupação com o interesse nacional", criticou.
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Líder do PSD critica socialistas por "estratégia política manhosa"

Luís Montenegro considera que há uma tendência dos socialistas para uma "simulação em palavras e cartas de um espírito construtivo", tentando obrigar a AD a dialogar apenas com o Chega, para depois lançar acusações.

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Montenegro diz que o compromisso é de não fazer um "Bloco Central"

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"Todos temos de assumir as nossas responsabilidades" quanto ao mandato do Povo, avisa Montenegro

O primeiro-ministro considera que o governo tem cumprido todos os seus compromissos e espera diálogo da parte da oposição.
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Montenegro lembra que o mandato do Povo indica que há que negociar com duas oposições, mas que deu ao Governo a orientação geral

O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu que a mensagem dos portugueses nas últimas eleições foi dar ao PS e ao Chega "igual nível de responsabilidade" para "dialogar e colaborar" com o Governo. O líder do PSD diz que esse mandato permite também que PS e Chega se juntem para ir contra o Governo, mas considera que isso está a acontecer mais vezes do que seria o espírito do mandato do povo.

O líder do PSD diz que esse mandato permite também que PS e Chega se juntem para ir contra o Governo, mas considera que isso está a acontecer mais vezes do que seria o espírito do mandato do povo.
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"As oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança", afirma primeiro-ministro, referindo-se ao chumbo da reforma laboral

"Para criticar tudo não é preciso grande coragem", afirma o também primeiro-ministro. "Para ousar mudar, para negociar, para saber ceder, para isso é preciso verdadeira coragem", diz.

"São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a polítiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade", acusou.
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"Este Portugal está a acontecer. Não vamos deixar o país igual ao que estava há dois anos". "Respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento e ao imobilismo"

O primeiro-ministro defende a índole reformista do Governo.
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Líder do PSD fala de colocar as Pessoas primeiro, mas também da necessidade de um Estado eficiente

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Montenegro assinala tempo "especialmente desafiante" a nível externo que convida à ação

O primeiro-ministro garante, no entanto, que isso será mote para a ação. Fala da guerra na Europa, instabilidade no Médio Oriente, pressões migratórias e alterações climáticas.
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Líder do PSD abre o Congresso com discurso. "Chegamos aqui com espírito de reformismo" e "foco no futuro"

Montenegro elogia o percurso feito até aqui e vitórias eleitorais

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Montenegro afirma que crise política é dissertação sem correspondência com a realidade

 O presidente do PSD afastou hoje um cenário de crise política a prazo em Portugal, defendendo que não tem nenhuma correspondência com a realidade do país, embora a comunicação social "tenha sempre muitas razões para dissertar".

Este breve comentário foi transmitido por Luís Montenegro à chegada ao Congresso Nacional do PSD, no Velódromo de Sangalhos, no concelho de Anadia, distrito de Aveiro.

Luís Montenegro não quis falar aos jornalistas à entrada para o congresso, alegando que o fará ainda esta manhã uma intervenção de fundo.

"Já falo convosco a partir do púlpito do congresso. Depois, saberão o que tenho a dizer ao congresso e ao país. Farei então a minha análise da situação política", declarou.

Interrogado pelos jornalistas se o chumbo da proposta do Governo de revisão das leis laborais, na sexta-feira, no parlamento, coloca a prazo um cenário de crise política, o primeiro-ministro sorriu e comentou: "Os senhores têm sempre muitas razões para dissertar sobre muitas coisas que não têm nenhuma correspondência com a realidade", reagiu.

Luís Montenegro foi também por várias vezes questionado se Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro e presidente social-democrata "faz falta" ao congresso do PSD, mas o atual líder do executivo nada disse.

 

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Luís Montenegro chega ao Congresso do PSD e remete para discurso as declarações

O líder do PSD e primeiro-ministro evitou as perguntas dos jornalistas sobre o chumbo da reforma laboral e sobre o que significava a ausência de Passos Coelho no congresso".

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PSD. Sebastião Bugalho diz que partidos da oposição estão a sabotar governabilidade

À entrada para o encontro dos sociais-democratas, o eurodeputado Sebastião Bugalho defendeu que "não cabe ao congresso do PSD responder às questões de governabilidade que são os partidos da opsição que vêm sabotando".

Questionado sobre as escolhas de parceiros de diálogo, Sebastião Bugalho acabou por fazer uma analogia, dizendo que "não é por não gostar de pimentos e beterrabas que pimentos e beterrabas sabem ao mesmo".

Sobre as críticas do anterior primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Bugalho defende que este Congresso não é sobre Passos.
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Reforma laboral. Ministro das Infraestruturas critica "politiquice brejeira" do Chega

O chumbo do pacote laboral marca o Congresso do PSD que se realiza este fim de semana. "O parceiro preferencial não foi o Chega", defende o ministro. Pinto Luz lembra que durante um ano o partido negociou com os parceiros e que "tentou tudo" e defendendo que o Governo foi "humilde".

"O Governo não aceitou as exigências do Chega", diz, falando sobre as propostas quanto à Segurança Social.

O ministro defende que o PS está de alguma forma representado pela UGT, com quem o Governo negociou.
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"Não há crise política nenhuma", defende Hugo Soares

O líder parlamentar do PSD desvaloriza os cenários dos comentadores sobre uma eventual crise política, falando de "crises artificiais" para alimentar o comentário político. Hugo Soares argumenta que há estabilidade e a expetativa de a Legislatura se cumprir.

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Montenegro abre hoje Congresso do PSD um dia depois do "chumbo" do pacote laboral

O presidente do PSD e primeiro-ministro abre hoje o 43.º Congresso do partido, que se realiza em Anadia (Aveiro), um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de lei laboral que o Governo classificava como decisiva.

Tanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, como o líder parlamentar Hugo Soares puseram o ónus do falhanço do acordo no Chega, que acusaram de querer pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social, ao insistir na descida da idade da reforma como condição para aprovar a proposta do Governo.

Depois de, na quinta-feira, Hugo Soares, ter dado a revisão do Código do Trabalho como aprovada na generalidade -- com o presidente do Chega, André Ventura, a antecipar também vitórias para os trabalhadores em matérias reivindicadas pelo partido -- na sexta-feira o diploma acabou rejeitado com os votos contra do Chega e da esquerda.

Este volte face poderá mudar o tom do Congresso, que não tinha polémicas anunciadas, com Luís Montenegro a remeter uma análise da situação política mais aprofundada para a sua intervenção nesta reunião magna.

Em Bruxelas, o primeiro-ministro assegurou que o Governo "não vai desistir" de dar a Portugal "condições para que o país seja competitivo e produtivo" e disse manter "confiança absoluta" na ministra do Trabalho.

Nos últimos dias, quer o primeiro-ministro quer Hugo Soares tinham apontado ao PS a responsabilidade pela opção do Governo de tentar entendimentos com o Chega em matérias como a lei laboral ou a Prestação Social Única, classificando o partido liderado por José Luís Carneiro como "uma força de bloqueio à governação".

O `chumbo` do Chega ao pacote laboral deverá fazer com que os dois principais partidos da oposição sejam agora alvo de críticas partilhadas no Congresso.

O arranque dos trabalhos, que decorrem no Velódromo Nacional de Sangalhos, está marcado para as 10:00, com a apresentação da moção de estratégia global com que Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD em 30 de maio, com 95% dos votos e sem oposição, para o terceiro mandato de dois anos.

Na proposta, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior" e que será votada hoje à noite, o presidente do PSD compromete-se a "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.

Os trabalhos prosseguirão com a apresentação das 18 propostas temáticas -- de estruturas autónomas como JSD, ASD e TSD, das distritais e dos eurodeputados do PSD -- e a discussão política.

Para as 18:00, está marcado o fim do prazo de entrega das candidaturas aos órgãos nacionais e para as 23:00 a votação da Moção de Estratégia Global e das Propostas Temáticas.

Apesar de o líder do PSD reservar sempre as suas escolhas até ao fim, são esperadas mudanças ao nível da Comissão Política Nacional, podendo haver uma menor presença de membros do Governo (no último Congresso os ministros deixaram de ser vice-presidentes e passaram a vogais) e um reforço de autarcas fortes do partido no núcleo duro.

Já prometida está uma lista alternativa ao Conselho Nacional, encabeçada por André Pardal e que junta três listas habitualmente concorrentes (a sua, a de Luís Rodrigues e a de Nuno Costa Pais, da Covilhã), que se assume não como de oposição mas de "consciência crítica" do partido".

Integram também esta lista Ricardo Sousa, que venceu a concelhia de Espinho contra o candidato da direção num processo que foi alvo de impugnação, e a antiga deputada Joana Barata Lopes.

Segundo a direção, estão inscritos no Congresso 906 delegados e 297 participantes, mais cerca de sete centenas de observadores.

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