Conselho Consultivo da PGR diz que pedidos de "brutos" cabem ao Ministério Público

Lisboa, 09 jan (Lusa) - O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República sustenta que a decisão de pedir imagens não editadas às televisões para investigações criminais compete ao Ministério Público e não à polícia, num texto referente ao caso envolvendo a RTP.

Lusa /
O parecer foi pedido pelo ministro da Administração Interna na sequência da polémica do acesso pela PSP a imagens não editadas da RTP RTP

"Os órgãos de polícia criminal apenas podem praticar atos de investigação criminal ao abrigo de despacho de delegação de competência depois da comunicação da notíca do crime ao Ministério Público", diz o parecer da PGR divulgado durante a noite na página oficial do Governo.

O parecer foi pedido pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, na sequência da polémica do acesso pela PSP às imagens televisivas não editadas (`brutos`) da RTP dos incidentes ocorridos a 14 de novembro junto à Assembleia da República.

No dia 14 de novembro, e após uma manifestação da CGTP, dezenas de manifestantes apedrejaram a polícia e esta respondeu com uma carga policial. Dos confrontos resultaram nove detidos, 21 pessoas identificadas e 48 feridos, dos quais 21 elementos da PSP.

O Conselho Consultivo da PGR é formado pela Procuradora-Geral da República, que preside, e por procuradores-gerais adjuntos, sendo nove o número total de membros.

Os pareceres do Conselho Consultivo exercem um papel de relevo na uniformização da jurisprudência e na clarificação do direito

Tópicos
PUB