"Contra os privilégios dos partidos", Pestana escolhe Ventura como alvo

O candidato presidencial André Pestana assume-se contra "os privilégios dos partidos" e questiona o valor das subvenções do Estado aos partidos.

Camila Vidal /

Fotos: Camila Vidal

O antigo líder do STOP, ainda sindicalista e professor, fez as contas e diz que "o Chega, o PS e o PSD recebem anualmente dos nossos impostos mais de cinco milhões de euros" cada um e "a maior parte da população não sabe". 

Para resolver o problema, e se fosse eleito Presidente, promete, iria dar voz ao descontentamento e ajudar na "pressão" para acabar com as subvenções milionárias.

Para o arranque oficial da campanha, André Pestana levou para o fundo das escadas do Parlamento, em Lisboa, um boneco com a cara de André Ventura, que segurava um saco que simbolizava 5 milhões de euros

O alvo está escolhido: "o Chega, que se diz contra os subsídio-dependentes, manifestamente é um dos mais dependentes", explica André Pestana, para justificar porque é André Ventura o principal foco da campanha, acrescentando que é "o único candidato presidencial que é líder partidário", e por isso a mensagem ganha ainda mais força.
A ação de campanha foi interrompida pela polícia, que julgava tratar-se de uma manifestação, e a segurança à volta da Assembleia da República foi reforçada, sob o olhar atento e manifesto desagrado da comitiva do candidato presidencial.
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