Costa afirma que PS está "com paz de espírito e mobilizado"

Costa afirma que PS está "com paz de espírito e mobilizado"

O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu partido sai do 23º Congresso Nacional, em Portimão, unido, com paz de espírito no plano interno e mobilizado para "acabar com a pandemia" e promover a recuperação.

RTP /

Foto: Lusa

António Costa deixou esta mensagem no final do seu segundo discurso de fundo, que encerrou congresso, e que dedicou sobretudo a questões sociais que enfrenta o seu Governo: A juventude e a precariedade laboral, a formação profissional e o Ensino Superior, a natalidade e o combate à pobreza infantil.

Na parte final do discurso, o líder socialista referiu-se de forma breve ao atual estado do seu partido, dizendo que, para irritação de muitos, não tem problemas internos”.

“Por isso, podemos dedicar-nos àquilo que importa, que são os problemas do país, os problemas dos portugueses e das portuguesas, porque é para isso que servem os partidos políticos: Para ajudar, para se mobilizarem, para terem programas e ideias”, recebendo uma salva de palmas dos congressistas.

O secretário-geral do PS considerou depois que o seu partido sai do Congresso de Portimão “com paz de espírito, mobilizado e com energia”.

“Com energia não para tratar dos nossos próprios problemas, mas para ajudar Portugal a vencer os problemas que tem. Para acabar de vez com esta pandemia, para avançar mesmo com a recuperação económica e para que não se desperdice a oportunidade de uma transformação estrutural”, acrescentou.

No ínicio do discurso, Costa afirmou que espera que Marcelo mantenha as características do primeiro mandato.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje esperar que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "mantenha as características que os portugueses tanto apreciaram no seu primeiro mandato".

António Costa deixou esta mensagem no seu discurso de encerramento do 23.º Congresso Nacional do PS, no Portimão Arena, no distrito de Faro, dirigindo-se a Rita Magalhães Collaço, secretária do Conselho de Estado, cuja presença tinha sido saudada com palmas momentos antes, quando foi anunciada aos delegados socialistas.

"Pedia à doutora Rita Magalhães Collaço que transmitisse a sua excelência o senhor Presidente da República os votos que fazemos dos maiores sucessos no exercício deste novo mandato presidencial, desejando-lhe que mantenha as características que os portugueses tanto apreciaram no seu primeiro mandato e que de uma forma tão expressiva votaram na renovação para o novo mandato do Presidente da República. As maiores felicidades no exercício do novo mandato", declarou o secretário-geral do PS.

Em seguida, António Costa dirigiu-se ao vice-presidente da Assembleia da República e deputado do PCP António Filipe, para "saudar o órgão de soberania perante quem o Governo responde e de quem o Governo depende".

O secretário-geral do PS referiu que "ao longo destes seis anos, o PS tem tido a honra de chefiar um Governo que tem mantido um intenso debate e uma intensa relação com a Assembleia da República" e que, "naturalmente, não havendo maioria, tem sido possível desenvolver um diálogo profícuo com os diferentes partidos políticos e um diálogo institucional entre Governo e Assembleia".

"Creio que todos devemos estar orgulhosos depois de ano e meio em que vivemos períodos tão exigentes, tão difíceis, com sucessivos estados de emergência, pela forma tão cooperante, harmoniosa, responsável como Presidência da República, Governo, Assembleia da República, todos cooperaram para enfrentarmos esta pandemia em nome de Portugal e para bem dos portugueses", considerou.

O líder dos socialistas e primeiro-ministro dirigiu-se depois aos representantes de partidos políticos presentes no encerramento deste Congresso -- PSD, Bloco de Esquerda, PCP, CDS-PP, PAN e o PEV, à distância -- dividindo-os entre parceiros de "uma caminhada, umas vezes mais conjunta, outras vezes menos conjunta" e "aqueles a quem cabe ser oposição e construir a alternativa à alternativa de esquerda" liderada pelo PS.

Perante Vasco Cardoso, dirigente do PCP, e Jorge Costa, do Bloco de Esquerda, António Costa acrescentou: "É com gosto particular que vejo aqui presentes dois dos interlocutores mais exigentes, mas também mais produtivos com quem temos construído estes bons resultados para o país e para os portugueses. A todas e a todos as maiores felicidades da parte do PS".

Por fim, o secretário-geral do PS assinalou a presença dos representantes das duas centrais sindicais, CGTP-IN e UGT, e de confederações patronais, e defendeu "o diálogo social, a negociação coletiva, a concertação social" como "peças essenciais" da democracia.

Segundo o primeiro-ministro, num momento "de saída desta pandemia, de saída desta crise, de aproveitar as oportunidades extraordinárias de que o país dispõe para se transformar estruturalmente e resolver muitos dos problemas estruturais do nosso país, é cada vez mais necessário maior dialogo social, maior negociação coletiva e muita concertação social".

"Podem contar connosco. Estamos certos de que podemos também contar convosco", disse-lhes.
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