Costa despede-se dos delegados abraçado à mulher ao som do épico "Nessun Dorma"
O 23.º congresso Nacional do PS terminou hoje pelas 13:15, depois do discurso de 40 minutos do secretário-geral, António Costa, que se despediu dos delegados no palco do Portimão Arena abraçado à mulher.
No final do discurso com que encerrou a reunião magna dos socialistas, em que anunciou medidas para regular o trabalho temporário, de combate à pobreza infantil, e apoios fiscais às famílias com filhos, António Costa foi aplaudido de pé pelos delegados.
Como música de fundo foi escolhido o excerto mais apoteótico de "Nessun Dorma" (que pode ser traduzido do italiano para "ninguém dorme" em português), uma ária do ato final da ópera de Puccini "Turandot", que já tinha sido a banda sonora no discurso do primeiro dia do congresso.
Em seguida, Costa foi receber a mulher, Fernanda Tadeu, que cumprimentou, de máscara, com um beijo e, abraçados no palco, acenaram em despedida aos delegados presentes no pavilhão, tendo atrás 12 bandeiras de Portugal e os três `vídeo wall´ com imagens do congresso.
Depois, foi executado o Hino Nacional, ouviram-se mais aplausos no recinto, António Costa gritou PS/PS de punho erguido e seguiram-se mais cumprimento entre os dirigentes socialistas que começaram a abandonar o Portimão Arena depois das fotografias da praxe.
Entre cumprimentos da era da pandemia - com o punho - e fotografias e "selfies", e de máscara, vários militantes e dirigentes socialistas Pedro Nuno Santos, Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Marta Temido e o presidente da JS, Miguel Costa Matos, entre outros que estiveram a seguir o congresso da Mesa, despediram-se do 23.º Congresso Nacional.
António Costa deixou o espaço do congresso sem prestar mais declarações aos jornalistas.