Política
Presidenciais 2026
Cotrim de Figueiredo garante que não votará em Ventura
O antigo líder da Iniciativa Liberal não revela se votará em António José Seguro na segunda volta das Presidenciais. Em entrevista à SIC Notícias deixou no entanto a garantia de que não votará em André Ventura.
Durante a campanha eleitoral, Cotrim de Figueiredo chegou a admitir a possibilidade de votar em André Ventura caso não chegasse à segunda volta. "Teria de fazer uma reflexão, não exclui ninguém", afirmou, acrescentando que o líder do Chega tinha moderado o discurso e parecia "um político diferente".
Cotrim de Figueiredo diz que a escolha será feita “entre alguém que quer que Portugal esteja parado” e “alguém que quer que Portugal ande para trás”.
Considera que Seguro "não vai favorecer nenhuma reforma" e até já anunciou que vai vetar “uma das poucas reformas que o Governo quis fazer”, nomeadamente o novo pacote laboral. Teme ainda que Seguro faça de Belém “uma boia de salvação para o PS”.
Por seu lado, Ventura "tem uma visão presidencialista do cargo" e apresenta "uma tendência" para a divisão e instabilidade ainda pior. "Vai fazer de Belém um foco de crescimento do seu próprio partido", apontou o antigo líder da IL.
O ex-candidato afirmou de novo que percebe os portugueses que prefiram "nem ter de escolher" e que fiquem em casa. "Eu como sou agente político não me posso dar a esse luxo de ser neutro, portanto eu desempato pela componente mais básica da decência. Eu não gosto de pessoas que usem a mentira como sistemática arma política", vincou.
"Não vou certamente votar em André Ventura", afirmou. No entanto, não quis esclarecer se irá votar em António José Seguro ou em branco.
"Acho que não é útil", respondeu.
"Acho que não é útil", respondeu.
Na visão de Cotrim de Figueiredo, há neste momento "uma inquisição" e "uma censura" em relação às escolhas nesta segunda volta, defendendo que qualquer escolha que os eleitores façam será "democrática". "Eu entendo muito bem aqueles que possam não querer participar nesta escolha", voltou a afirmar.
Nesta entrevista, Cotrim de Figueiredo anunciou também o lançamento de um movimento cívico "apartidário", o "Movimento 2031", uma vez que não pretende "desperdiçar as 900 mil pessoas" que lhe atribuíram o voto na primeira volta das eleições presidenciais.
O ex-candidato não rejeitou um regresso futuro à política nacional, mas considerou que a liderança da Iniciativa Liberal está neste momento "bem entregue" a Mariana Leitão.
Na primeira volta das eleições presidenciais, João Cotrim de Figueiredo foi o terceiro candidato mais votado, com 16,01% dos votos, um número que ficou aquém da passagem à segunda volta.