Política
Crise na habitação. "Não me parece justo o que tem estado a acontecer", lamenta Lídia Jorge
É com preocupação e tristeza que a escritora e antiga conselheira de Estado olha para os acontecimentos dos últimos dias em Lisboa e no Porto. Em entrevista à RTP Antena 1, Lídia Jorge afirma que não gostou de ver "pessoas a escorrer sangue numa manifestação" e desafia os políticos a "voltar atrás" na nova Lei do Arrendamento Urbano.
O sentimento na voz de Lídia Jorge é de injustiça. A escritora que reflete na sua obra literária anseios humanistas e sociais entende que os responsáveis "não acordaram a tempo" para a crise na habitação e agora o desafio é mais difícil. "Não é uma coisa que se faça de um momento para o outro", admite.
Natural do Algarve, Lídia Jorge lembra que há setores com falta de profissionais na região, como é o caso da saúde, porque eles "não têm uma casa".
Os protestos - maioritariamente impulsionados por jovens - são, na leitura da escritora, legítimos e até inevitáveis. "Se eu tivesse a idade deles juntava-me, sem dúvida", garante Lídia Jorge, que foi mesmo desafiada pela fadista Ana Moura, há uma semana, para se unir às manifestações.
Nesta entrevista para o programa da RTP Antena 1 Consulta Pública, a autora de "Os Memoráveis" ou do mais recente "Misericórdia" apela ao Governo para que ouça quem está nas ruas e para ceder: é preciso que "voltem para trás e que façam as pazes com a população". Sobre a intervenção da polícia para dispersar os manifestantes no Rossio, em Lisboa, e na Praça Dom João I, no Porto, com recurso a bastões e a cães, Lídia Jorge declara: "Não me parece justo o que tem estado a acontecer".
A escritora pede às autoridades para provarem o que dizem quando mencionam a existência de infiltrados nos protestos. "Nós não temos esses dados. Se eles os têm, expliquem-nos", insiste, caso contrário "deixem as pessoas manifestarem-se". Das mãos de Lídia Jorge, de 80 anos, nasceu o discurso proferido nas cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, em 2025; um discurso que ficou célebre pela defesa da empatia, da inclusão e da valorização da diversidade.
Agora, perante um cenário de revolta e de insatisfação, a escritora salienta a urgência da "conciliação" em nome do direito à habitação.
A entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa Consulta Pública.
Natural do Algarve, Lídia Jorge lembra que há setores com falta de profissionais na região, como é o caso da saúde, porque eles "não têm uma casa".
Os protestos - maioritariamente impulsionados por jovens - são, na leitura da escritora, legítimos e até inevitáveis. "Se eu tivesse a idade deles juntava-me, sem dúvida", garante Lídia Jorge, que foi mesmo desafiada pela fadista Ana Moura, há uma semana, para se unir às manifestações.
Nesta entrevista para o programa da RTP Antena 1 Consulta Pública, a autora de "Os Memoráveis" ou do mais recente "Misericórdia" apela ao Governo para que ouça quem está nas ruas e para ceder: é preciso que "voltem para trás e que façam as pazes com a população". Sobre a intervenção da polícia para dispersar os manifestantes no Rossio, em Lisboa, e na Praça Dom João I, no Porto, com recurso a bastões e a cães, Lídia Jorge declara: "Não me parece justo o que tem estado a acontecer".
A escritora pede às autoridades para provarem o que dizem quando mencionam a existência de infiltrados nos protestos. "Nós não temos esses dados. Se eles os têm, expliquem-nos", insiste, caso contrário "deixem as pessoas manifestarem-se". Das mãos de Lídia Jorge, de 80 anos, nasceu o discurso proferido nas cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, em 2025; um discurso que ficou célebre pela defesa da empatia, da inclusão e da valorização da diversidade.
Agora, perante um cenário de revolta e de insatisfação, a escritora salienta a urgência da "conciliação" em nome do direito à habitação.
A entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa Consulta Pública.