Crise política. PCP com voto contra Orçamento do Estado na generalidade

por Alexandre Brito - RTP
Imagem de arquivo DR

O PCP anunciou ao início da tarde de segunda-feira que vai votar contra o Orçamento do Estado para 2022.

Numa declaração pouco depois do meio-dia, Jerónimo de Sousa afirmou que "neste contexto, face ao quadro de compromissos e sinais dados, o PCP votará contra este Orçamento do Estado".

Disse o secretário-geral do PCP que "Portugal não precisa de um Orçamento qualquer, precisa de respostas aos problemas existentes que se avolumam à medida que não são enfrentados".

Disse Jerónimo de Sousa que "há condições e meios para lhes responder" e acrescentou que o partido "não prescinde de lutar em todas as circunstâncias pela defesa e conquista de direitos e por uma resposta aos problemas do país".

Disse ainda o secretário-geral do PCP que "a questão que se coloca é a de saber se há vontade e disponibilidade para essa resposta mais global e decisiva que não pode ser adiada, independentemente de uma ou outra medida pontual. Essa resposta não vem da parte do Governo", afirmou.
O voto contra dos dez deputados do PCP no Orçamento do Estado para 2022 determina, desde já, o 'chumbo' na votação na generalidade, marcada para quarta-feira.

O documento tem votos a favor dos 108 deputados do PS, mas 115 contra (a confirmar-se o do BE, que se junta a PSD, CDS-PP, Chega, IL e agora PCP), além de 5 abstenções (PAN e duas deputadas não inscritas).

Apenas falta anunciar o sentido de voto do Partido Ecologista "Os Verdes", mas, mesmo que os seus dois deputados votassem a favor do documento, seriam insuficientes para aprovar o Orçamento.

Questionado sobre se o partido não receia eleições nesta altura, Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP está "sempre pronto" para "qualquer processo eleitoral". "Pronto para intervir e participar nesse combate, se houver eleições por decisão do Presidente da República". 

Disse o secretário-geral que o PCP não batalha por eleições. "Procuramos resolver os problemas e nesse sentido ainda bem que existe esse direito do povo português de exercer o seu direto de voto. Não é um mal, é um bem".

Também questionado sobre se um "golpe de magia" não podia alterar o sentido de voto do PCP, Jerónimo de Sousa afirmou que "não acredita em bruxas".

(em atualização)

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