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Cristas só exclui o "Chega" de uma geringonça à direita

Cristas só exclui o "Chega" de uma geringonça à direita

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, admitiu ser "perfeitamente possível" e "desejável" os partidos do centro-direita conversarem para a viabilização de uma geringonça à direita, da qual apenas excluiria o partido Chega.

Mário Aleixo - RTP /
Assunção Cristas lançou a ideia de criação de uma geringonça à direita RTP

A líder do CDS falava em resposta a uma pergunta de um espetador da TVI24, no programa "Tenho uma pergunta para si", colocada por escrito, questionando: "O que é que acha de uma geringonça à direita com PSD, o CDS, a Aliança, o Chega e a Iniciativa Liberal?"

"Eu sempre disse que, para termos 116 deputados de maioria, faria sentido, depois das eleições, ter uma coligação com aqueles que elegerem. Devo dizer que desses todos, parece-me que há um que está a mais, que é o Basta, mas com os outros todos acho que é perfeitamente possível conversarmos, e desejável", afirmou Assunção Cristas, referindo-se ao partido Chega, liderado por André Ventura, que, nas europeias, encabeçou a coligação Basta.



"Não sei se vão eleger, se não vão eleger, eu espero que o CDS eleja e que eleja muito para poder ter um peso e uma contribuição forte nessa maioria de 116 deputados. Mas, sim, aquilo que existe agora à esquerda, um dia, agora, em 2019, pode acontecer no espaço político do centro-direita", acrescentou Assunção Cristas.

No programa da TVI e da TVI24, em que foi questionada quer por jornalistas, quer através de perguntas de cidadãos, mas também por representantes de sindicatos e associações, a presidente do CDS recusou quantificar um resultado eleitoral nas eleições legislativas de 06 de outubro que constitua um "patamar de sobrevivência" à sua liderança.

Apesar de falar em ambição, Cristas também dramatizou: "Sabemos o que estamos a combater. Estamos a combater uma maioria de dois terços à esquerda, uma maioria de revisão constitucional, de mudança de juízes do Tribunal Constitucional, de nomeação de cargos da justiça", disse.

Sobre o despacho à lei da identidade de género, a presidente do CDS rejeitou que o partido tenha contribuído para criar "ruído" sobre a matéria, e, confrontada pela jornalista Constança Cunha e Sá, não se pronunciou sobre posturas que dirigentes centristas tiveram nas redes sociais, como a divulgação de material pornográfico para ilustrar publicações, ou o truncar do conteúdo do despacho pelo presidente da Juventude Popular.

c/Lusa

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