Política
Custo de vida. PCP quer confrontar Governo "egoísta" que "passa ao lado" dos problemas
Por considerar que são precisas "medidas concretas" e que o Governo tem ficado "muito aquém do necessário", o PCP agendou para esta sexta-feira, no Parlamento, uma interpelação ao executivo sobre o "agravamento das condições de vida e negação de direitos fundamentais".
Paula Santos, líder parlamentar comunista, diz que o partido quer confrontar o Governo com as opções que tem seguido e "exigir respostas".
"Aquilo que verificamos é que os preços aumentam de uma forma muito significativa. Os salários e as pensões não dão para pagar as contas, não dão para aquilo que é básico e essencial para a vida de todos. E o Governo parece que passa ao lado disto tudo", sublinha Paula Santos, defendendo que a proposta do Orçamento do Estado apresentada na semana passada também "passa ao lado" dos problemas e ignora a "gravidade" da situação que o país está a atravessar.
Os protestos no Porto contra a crise na habitação não serão o foco da interpelação ao Governo, mas o tema não deverá passar ao lado do debate, numa altura em que a esquerda vai insistindo nos pedidos de esclarecimento sobre a intervenção policial nas manifestações.
"Nós já questionamos o Governo. São necessários esclarecimentos, porque a atuação foi, de facto, desproporcionada", sublinha a deputada comunista, que acusa o primeiro-ministro de ter feito declarações "inaceitáveis" ao considerar que é egoísta importar climas de contestação que não têm respaldo na sociedade portuguesa.
"Se podemos acusar alguém de egoísmo é de facto o Governo. Não está a garantir os direitos que estão consagrados na Constituição", sublinha, exemplificando com os "inúmeros problemas" registados no setor da saúde e a "negação do direito à habitação". "Se alguém tem sido egoísta e se recusa a garantir condições de vida para o povo português, tem sido o Governo", reforça a líder parlamentar do PCP.
Para a interpelação ao Governo, agendada para esta sexta-feira, o PCP pediu a presença dos ministros da Economia, Finanças e Infraestruturas e Habitação.
"Aquilo que verificamos é que os preços aumentam de uma forma muito significativa. Os salários e as pensões não dão para pagar as contas, não dão para aquilo que é básico e essencial para a vida de todos. E o Governo parece que passa ao lado disto tudo", sublinha Paula Santos, defendendo que a proposta do Orçamento do Estado apresentada na semana passada também "passa ao lado" dos problemas e ignora a "gravidade" da situação que o país está a atravessar.
Os protestos no Porto contra a crise na habitação não serão o foco da interpelação ao Governo, mas o tema não deverá passar ao lado do debate, numa altura em que a esquerda vai insistindo nos pedidos de esclarecimento sobre a intervenção policial nas manifestações.
"Nós já questionamos o Governo. São necessários esclarecimentos, porque a atuação foi, de facto, desproporcionada", sublinha a deputada comunista, que acusa o primeiro-ministro de ter feito declarações "inaceitáveis" ao considerar que é egoísta importar climas de contestação que não têm respaldo na sociedade portuguesa.
"Se podemos acusar alguém de egoísmo é de facto o Governo. Não está a garantir os direitos que estão consagrados na Constituição", sublinha, exemplificando com os "inúmeros problemas" registados no setor da saúde e a "negação do direito à habitação". "Se alguém tem sido egoísta e se recusa a garantir condições de vida para o povo português, tem sido o Governo", reforça a líder parlamentar do PCP.
Para a interpelação ao Governo, agendada para esta sexta-feira, o PCP pediu a presença dos ministros da Economia, Finanças e Infraestruturas e Habitação.