Política
Défice 2016: Milagres e Autos de Fé
Milagre em Portugal só o de Fátima. É assim que Marcelo Rebelo de Sousa responde a Teodora Cardoso que em entrevista ao Jornal Público e à Rádio Renascença afirma que o menor défice da história da democracia alcançado em 2016 não tem explicação racional e não é sustentável.
António Costa já respondeu: se alguém falhou não foi o governo foi o Conselho de Finanças Públicas em todas as previsões.
Teodora Cardoso mantém todas as críticas e deixa ficar todos os alertas que há um ano fez à governação. Diz para os 2,1% de défice contribuíram mais as cativações, o corte no investimento público, ou o Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado do que reformas estruturais que garantam resultados permanentes.
A responsável pelo Conselho de Finanças Públicas volta a constatar que os juros exigidos a Portugal não baixam. "Os mercados não acreditam". Uma situação que garante poderia ser ainda pior sem a ajuda do BCE, ou o controlo exercido por Bruxelas.
Mas tanto a economista, como o Primeiro-ministro e o Presidente da república admitem que será já este ano que Bruxelas vai retirar o país dos Procedimentos por Défice Excessivo.
António Costa diz que o governo não faz milagres, nem se dedica a meros exercícios de previsão. Gere um orçamento por
forma a garantir os resultados a que se comprometeu.