Política
Delegações do CDS e do PSD reúnem-se hoje sem Passos nem Portas
Os partidos da coligação governamental reúnem-se esta quinta-feira, a partir das 19h00 horas, no Hotel Tivoli, em Lisboa. O encontro surge como resposta ao repto lançado ontem pelo PSD aos centristas. Face à ruptura provocada na coligação pelo anúncio do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho das alterações da Taxa Social Única (TSU),a cúpula laranja reuniu-se ontem ao final do dia, num encontro que culminou com um convite ao partido de Paulo Portas para que as partes se sentem à mesa e clarifiquem "a relação entre os partidos da coligação de modo a assegurar a estabilidade política". A reunião de hoje não vai contar nem com Passos Coelho nem com Paulo Portas.
Segundo a Lusa, a delegação do PSD será chefiada pelo vice-presidente e coordenador da Comissão Permanente, Jorge Moreira da Silva, estando ainda presentes o secretário-geral do partido, José Matos Rosa, o líder parlamentar, Luís Montenegro, e os vice-presidentes Teresa Leal Coelho e Pedro Pinto.
Já o CDS-PP estará representado pelo presidente do Conselho Nacional, António Pires de Lima, pelo primeiro vice-presidente do partido, Nuno Melo, pelo secretário-geral, António Carlos Monteiro, pelo líder parlamentar, Nuno Magalhães, e pela vice-presidente Teresa Caeiro.
A ideia de que a cisão é neste momento uma realidade foi posta em cima da mesa pelo próprio primeiro-ministro, que advertiu os companheiros de partido que não podiam "fazer de conta que não existe um problema. Não podemos ser cínicos".
"Indispensável manifestação de apoio"
A resposta dos democratas-cristãos ao pedido do PSD foi sabida a meio da manhã: "O CDS disponibiliza-se para que a reunião se verifique ainda no dia de hoje", anunciou a direção depois de os órgãos do PSD instarem os parceiros de Governo a caminhar no sentido da "indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação".
Portas e Passos já se reuniram
Segundo a edição online do Jornal de Negócios, Paulo Portas e Passos Coelho estiveram reunidos esta manhã em São Bento, antes do Conselho de Ministros.
A conversa entre os líderes dos partidos da coligação terá contribuído, diz o Negócios, para sanar os diferendos entre o PSD e o CDS que vieram a público na semana passada, depois do anúncio das alterações à Taxa Social Única, feito pelo primeiro-ministro no dia 7 de setembro.
"A Comissão Política Nacional do PSD deliberou convidar o CDS para uma reunião conjunta das direções partidárias, a ter lugar com a maior brevidade possível, com o intuito de obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação celebrado em 16 de junho de 2011, assim como às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajetória de crescimento sustentável", lia-se ao início da madrugada num comunicado distribuído à comunicação social, decorria ainda a reunião Comissão Política Nacional do PSD.
O próprio presidente do partido e chefe do Executivo admitia a existência de um problema no seio da coligação governamental: "Não podemos fazer de conta que não existe um problema. Não podemos ser cínicos", afirmou Passos Coelho, citado por elementos do PSD que participaram no encontro. As mesmas fontes revelaram ainda que o primeiro-ministro não escondeu ter sido apanhado de surpresa pela intervenção de domingo de Paulo Portas, quando o líder do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, após uma reunião de consulta ao seu partido, se demarcou das alterações à TSU.
"O Conselho Nacional do CDS-PP e o presidente do CDS-PP proferiram declarações e decisões de divergência face a medidas deliberadas pelo Governo, inseridas no acordo alcançado pelo Governo no âmbito do quinto exame regular com a 'troika' e transmitidas ao Eurogrupo", apontaria após a direção nacional laranja.
Nesse sentido, tendo em mente "a estabilidade política", os social-democratas consideraram "fundamental clarificar a relação entre os partidos da coligação". Uma reunião das duas direções partidárias deverá garantir "a indispensável manifestação de apoio" ainda no que respeita "às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajetória de crescimento sustentável".
Já o CDS-PP estará representado pelo presidente do Conselho Nacional, António Pires de Lima, pelo primeiro vice-presidente do partido, Nuno Melo, pelo secretário-geral, António Carlos Monteiro, pelo líder parlamentar, Nuno Magalhães, e pela vice-presidente Teresa Caeiro.
A ideia de que a cisão é neste momento uma realidade foi posta em cima da mesa pelo próprio primeiro-ministro, que advertiu os companheiros de partido que não podiam "fazer de conta que não existe um problema. Não podemos ser cínicos".
"Indispensável manifestação de apoio"
A resposta dos democratas-cristãos ao pedido do PSD foi sabida a meio da manhã: "O CDS disponibiliza-se para que a reunião se verifique ainda no dia de hoje", anunciou a direção depois de os órgãos do PSD instarem os parceiros de Governo a caminhar no sentido da "indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação".
Portas e Passos já se reuniram
Segundo a edição online do Jornal de Negócios, Paulo Portas e Passos Coelho estiveram reunidos esta manhã em São Bento, antes do Conselho de Ministros.
A conversa entre os líderes dos partidos da coligação terá contribuído, diz o Negócios, para sanar os diferendos entre o PSD e o CDS que vieram a público na semana passada, depois do anúncio das alterações à Taxa Social Única, feito pelo primeiro-ministro no dia 7 de setembro.
"A Comissão Política Nacional do PSD deliberou convidar o CDS para uma reunião conjunta das direções partidárias, a ter lugar com a maior brevidade possível, com o intuito de obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação celebrado em 16 de junho de 2011, assim como às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajetória de crescimento sustentável", lia-se ao início da madrugada num comunicado distribuído à comunicação social, decorria ainda a reunião Comissão Política Nacional do PSD.
O próprio presidente do partido e chefe do Executivo admitia a existência de um problema no seio da coligação governamental: "Não podemos fazer de conta que não existe um problema. Não podemos ser cínicos", afirmou Passos Coelho, citado por elementos do PSD que participaram no encontro. As mesmas fontes revelaram ainda que o primeiro-ministro não escondeu ter sido apanhado de surpresa pela intervenção de domingo de Paulo Portas, quando o líder do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, após uma reunião de consulta ao seu partido, se demarcou das alterações à TSU.
"O Conselho Nacional do CDS-PP e o presidente do CDS-PP proferiram declarações e decisões de divergência face a medidas deliberadas pelo Governo, inseridas no acordo alcançado pelo Governo no âmbito do quinto exame regular com a 'troika' e transmitidas ao Eurogrupo", apontaria após a direção nacional laranja.
Nesse sentido, tendo em mente "a estabilidade política", os social-democratas consideraram "fundamental clarificar a relação entre os partidos da coligação". Uma reunião das duas direções partidárias deverá garantir "a indispensável manifestação de apoio" ainda no que respeita "às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajetória de crescimento sustentável".