Demissão da ministra da Administração Interna é "uma inevitabilidade oportuna" - Associações da PSP e GNR

Demissão da ministra da Administração Interna é "uma inevitabilidade oportuna" - Associações da PSP e GNR

A saída da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral é uma "inevitabilidade oportuna" para o primeiro-ministro olhar para a segurança pública com "a devida importância", diz o maior sindicato da PSP.

Lusa /

Num comunicado conjunto, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), maior sindicato da PSP, que abandonou as negociações com a tutela em dezembro último e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG-GNR) afirmam que o cenário atual de saída da ministra é "uma inevitabilidade oportuna para que o primeiro-ministro possa olhar, definitivamente, para a segurança pública com a devida importância".

 Reagindo à demissão de Maria Lúcia Amaral, as duas associações representativas das forças de segurança dizem que "desde sempre foi notória a falta de preparação e capacidade" da ministra para lidar com aquela "exigente pasta" e defendem que "apesar do sentido de responsabilidade e das oportunidades várias dadas pelas estruturas representativas, em busca de caminhos de convergência", estes não foram alcançados.

 Mas, sublinham que foi "sempre reafirmado que a responsabilidade reside e residirá sempre no chefe do governo, Luís Montenegro".

 Por isso, alertam na nota que "não basta mudar de Ministro", é necessário também "mudar de programa e de prioridades" caso contrário "a manter tudo igual, o próximo Ministro será apenas mais um e esse um que poderia ser outro qualquer", acrescentam.

Concluindo que "os acordos serão sempre para cumprir, pela responsabilidade e dignificação das Instituições".

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu na terça-feira a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada hoje à noite.

A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de ter estado oito anos à frente da Provedoria de Justiça, instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados.  

Com 68 anos, Maria Lúcia Amaral substituiu no cargo Margarida Blasco.

Maria Lúcia Amaral, que foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça, foi eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007 e cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.

É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação.

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