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Deputado do CDS propõe jovens fora da Segurança Social

Deputado do CDS propõe jovens fora da Segurança Social

O deputado do CDS Michael Seufert, estudante e um dos mais novos parlamentares portugueses, defende que os contratos para jovens que procuram o primeiro emprego deviam ser "mais flexíveis" e "isentos de contribuições para a Segurança Social", revela o site P3. Para este deputado, as empresas conseguiriam assim cortar 30 por cento nos custos com o trabalhador, e os jovens ficariam fora da Segurança Social.

RTP /
DR

Na entrevista que deu ao P3 anteontem, Seufert admite que a proposta não seja "politicamente correta", mas a sua ideia é "embaratecer a contratação sem mexer nas remunerações": "Entre estar desempregado sem apoio ou com um apoio fraco e ir trabalhar e poder fazer a diferença, acho que era preferível trabalhar", diz o deputado.

Para o deputado de 29 anos, é preciso flexibilizar a lei laboral e ele próprio não se importa de ficar fora do sistema de Segurança Social: "É provável que a reforma que vou ter quando chegar aos 60 ou 65 anos, se é que vou ter, seja insignificante", diz o deputado.

O deputado do CDS defende ainda que o secretário de Estado da Juventude, Alexandre Mestre, tem razão quando defende que as pessoas têm de sair da sua zona de conforto. "A nossa visão de sair do curso superior e começar a trabalhar numa empresa e isso ser um emprego para a vida à porta de casa acabou", diz Seufert ao P3. "Muitas pessoas ainda pensam assim e outras felizmente já não."

Como propostas para resolver o problema do desemprego jovem, Michael Seufert defende ainda as recentes medidas de beneficiar os cursos superiores com maior empregabilidade, para além do auto-emprego e do empreendedorismo. "A nossa geração é do Erasmus e da migração", diz o deputado, que considera "natural" que a emigração seja também uma opção neste momento.
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