Deputado do PS por Castelo Branco acusa Governo de ausência em concelhos atingidos
Nuno Fazenda, deputado do PS eleito por Castelo Branco, acusou hoje o Governo de estar "totalmente ausente" dos seis municípios da Beira Baixa que foram "fortemente atingidos" pela tempestade Kristin, considerando uma "desconsideração total" por este território.
Em declarações à agência Lusa, Nuno Fazenda manifestou toda a sua solidariedade a todos os concelhos atingidos por esta tempestade, mas quis "deixar um alerta e uma denúncia".
"Há concelhos neste país, designadamente na Beira Baixa, que foram fortemente atingidos e que o Governo tem estado totalmente ausente. É o caso de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei e Oleiros, concelhos do distrito de Castelo Branco que estão há mais de um dia e meio sem eletricidade, sem água e o Governo não esteve ainda no território, não esteve em proximidade", acusou.
O cabeça de lista do PS por Castelo Branco nas últimas eleições quis chamar a atenção para esta "ausência do Governo, para esta desconsideração total pelo território da Beira Baixa".
"Apurei esta informação falando com os autarcas da região, empresários, populações. Não podemos ter territórios esquecidos e este tem sido pela ausência de ação, de contacto e de proximidade no terreno, uma falha do Governo com estes municípios do interior fortemente atingidos", lamentou.
Para Nuno Fazenda "é preciso dar esperança a estas pessoas", deixando uma palavra de solidariedade e apreço às forças da proteção civil, aos autarcas e às populações.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.