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Deputados do PS exigem esclarecimentos do Governo sobre portagens no IP3

Deputados do PS exigem esclarecimentos do Governo sobre portagens no IP3

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu questionaram hoje o Governo sobre a possibilidade de cobrança de portagens no Itinerário Principal 3 (IP3), após a conclusão das intervenções destinadas à sua reconversão para perfil de autoestrada.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Na iniciativa parlamentar, os deputados Armando Mourisco e Elza Pais dizem estranhar as recentes declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, "quando disse que o IP3 [a ligação rodoviária entre Coimbra e Viseu] poderá vir a ter portagens, admitindo haver divergência no seio da Assembleia da República quanto a esta matéria".

Deste modo, os deputados socialistas querem que o Governo esclareça "se está a ser equacionada a introdução de portagens no IP3 e que estudos de impacto económico, social e territorial foram ou estão a ser realizados".

Armando Mourisco e Elza Pais perguntaram também se o executivo liderado por Luís Montenegro está a ponderar mecanismos de discriminação positiva ou isenções de portagem para residentes, trabalhadores, estudantes, empresas ou transportadores dos territórios diretamente servidos pelo IP3.

Na pergunta dirigida ao ministro, os deputados do PS salientaram que o IP3 "é uma infraestrutura rodoviária estruturante para a ligação entre Coimbra e Viseu", e que a sua progressiva reconversão e requalificação, incluindo a transformação em perfil de autoestrada em diversos troços, tem sido apresentada pelo Governo "como um investimento destinado a melhorar a segurança rodoviária e aproximar os territórios do interior do país".

"O Governo tem mesmo salientado a importância desta infraestrutura para a ligação de territórios do interior à rede nacional de transportes e para o desenvolvimento das respetivas economias locais", recordaram.

Os deputados socialistas vincaram ainda que o IP3 "é utilizado diariamente por trabalhadores e estudantes, por empresas e transportadores, bem como para a circulação de mercadorias e produtos destinados aos mercados nacionais e internacionais".

"A cobrança de portagens poderá, por isso, representar um acréscimo permanente dos custos de mobilidade das populações e dos custos logísticos das empresas de territórios do interior, com particular incidência sobre quem não dispõe de alternativas rodoviárias equivalentes, rápidas e gratuitas".

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