Diogo Feio fica no CDS mas não irá ocupar novos cargos "seja em que direção for"

"Nada me liga a este CDS", afirmou Diogo Feio, membro do Conselho de Jurisdição do partido, no 360º da RTP, acrescentando não ter apoiado ninguém mas ser a favor da realização de um congresso. O centrista afirma ainda que "vai levar o mandato até ao fim" mas que não irá integrar os orgãos nacionais "seja de que direção for".

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Nada me liga a este presente de autodestruição, de pessoas que não são capazes de falar umas com as outras e tenho muitas dúvidas que futuro venha para melhor”, admitiu Diogo Feio, para depois explicar que o que o liga ao partido vem "do passado" e tem um caracter "emocional".

O dirigente centrista apelou ainda os seus colegas de partido à "contenção" nas redes sociais, que têm sido palco de “insulto gratuito”.

Peço que as pessoas tenham alguma contenção. Acho que é preciso diálogo”, para que possa haver um congresso, listas de deputados, um programa político e um futuro.

Diogo Feio recomenda ainda o envolvimento de diversas personalidades que possam ajudar ao diálogo, dando como exemplos Miguel Anacoreta Correia, António Lobo Xavier, Luís Nobre Guedes e Filipe Lobo D’Ávila.

É "a réstia de esperança que tenho como militante do CDS”, reconheceu.

Esta foir a primeira vez que o dirigente do CDS falou como tal no espaço de comentário do programa de informação da televisão pública, tendo aproveitado para frisar que não conta ocupar nenhum cargo num futuro próximo no partido.

Este cargo no Conselho de Jurisdição é “o último mandato partidário no CDS durante os próximos tempos”, explicitou, sendo que no próximo congresso não vai ter “um único cargo nos órgãos nacionais seja a direção qual for”.
Revelando que não apoiou até agora nenhum dos dois candidatos à direção do partido, Diogo Feio manifestou-se contudo a favor da realização de um crongresso clarificador.

“Se fosse eu a decidir e se fosse dirigente do CDS eu não tinha uma questão de adiar o congresso, tinha uma questão de o antecipar, havendo alguém contra mim, por uma questão de clarificação política”, referiu.
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