Direito à manifestação é "constitucional" e "legítimo", mas deve ser exercido sem violência

Lisboa, 31 out (Lusa) -- O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros lamentou hoje eventuais "cenas de alguma violência" em frente ao Parlamento, sublinhando que o direito à manifestação é "constitucional" e "legítimo", mas deve ser exercido de forma ordeira.

Lusa /

Marques Guedes falava na conferência de imprensa que decorreu no final da reunião do Conselho de Ministros de hoje e começou por dizer que "o Conselho de Ministros não acompanhou a manifestação" e que "teve uma agenda própria".

"Seguramente que o senhor ministro da Administração Interna o deve ter feito", acrescentou, remetendo qualquer posição sobre o protesto e a forma como decorreu para o titular desta pasta, Miguel Macedo.

Ressalvando que desconhecia a ocorrência de "cenas na manifestação de alguma violência", estando apenas "a seguir" e "a usar palavras" do jornalista que lhe colocou a questão, Marques Guedes acrescentou: "Se isso aconteceu, obviamente só tenho a lamentar que o direito de manifestação seja confundido com o uso de violência. O direito à manifestação é um direito constitucional, legítimo, de todos os portugueses, mas que o devem fazer obviamente na defesa das suas ideias e das suas posições de uma forma ordeira e não de uma forma violenta".

Centenas de pessoas estão a manifestar-se em frente da Assembleia da República contra o Orçamento do Estado de 2013, que foi hoje aprovado pelos deputados na generalidade.

Estruturas sindicais e movimentos ligados aos protestos de rua marcaram as concentrações junto à Assembleia da República, para assinalarem a votação do Orçamento, que acusam de "hipotecar o futuro" do país.

Uma "vigília de protesto", prevista para se prolongar noite dentro, visa denunciar a austeridade que está a ser imposta aos portugueses e exigir a demissão de "um Governo que está ao mando da `troika`", como afirmam os vários grupos e movimentos que aderiram ao apelo "Que se lixe a Troika! Este Orçamento não passará".

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