Eduardo Cabrita reitera o que disse sobre o SIRESP no Parlamento em 2018

Eduardo Cabrita reitera o que disse sobre o SIRESP no Parlamento em 2018

O Governo “não oculta” informações referentes aos incêndios de 2017, garantiu esta terça-feira o ministro da Administração Interna. Eduardo Cabrita reafirmou estar disponível para ir ao Parlamento dar explicações sobre as falhas no SIRESP, durante os incêndios de 2017, em resposta ao requerimento do CDS-PP.

RTP /
Eduardo Cabrita, após a nomeação como ministro da Administração Interna do Governo de António Costa, em 2017 Reuters

Em conferência de imprensa, Eduardo Cabrita reiterou todas as informações que deu a 4 de abril de 2018, na Assembleia da República, e mencionou uma eventual "confusão entre disponibilidade global ou disponibilidade operacional" dos sistema, que se prontificou a esclarecer.
Os centristas acreditam que as afirmações de Eduardo Cabrita no Parlamento são contrariadas por alguns factos.

“Desde abril de 2018 que o senhor ministro da Administração Interna tem vindo a ocultar os relatórios sobre as falhas da rede SIRESP e a razão parece ser clara: é que os valores globais de horas de falha não chegam sequer a metade dos indicados pelo Governo”, afirmou o CDS-PP no requerimento para ouvir o MAI.

Eduardo Cabrita garantiu ainda que o Governo "não oculta" qualquer informação e mencionou os vários dossiers e informações recolhidas sobre os incêndios desde 2017 e já acessíveis ao público.

De forma a responder a “alguma dúvida”, o ministro anunciou que pediu à secretaria-geral do MAI a elaboração de um documento-síntese dos dados e conclusões constantes em todos esses dossiers.
Em outubro passado, Eduardo Cabrita viu rejeitado pelo Tribunal de Contas um pedido de investimento de 15 milhões e 800 mil euros na rede de emergência nacional, por falta de fundamentação.

O aditamento ao contrato tinha sido aprovado em Conselho de Ministros em abril de 2018.

De acordo com o Público, aquele organismo voltou agora a rejeitar o investimento.

O jornal afirma ainda que o Tribunal de Contas quer uma análise às responsabilidades financeiras pelo facto de o contrato entre MAI e a SIRESP ter produzido efeitos mesmo antes do investimento ter sido autorizado.
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