Eleições Presidenciais. Urnas abertas em todo o país até às 19h00

Pela 10ª vez desde 1976, os portugueses são chamados este domingo, 24 de janeiro, a eleger o Presidente da República. O acto eleitoral coincide com um segundo período de confinamento devido à pandemia de Covid-19, o que, associado ao mau tempo previsto para este domingo, poderá levar a uma abstenção significativa.

RTP /
Rodrigo Antunes, Lusa

Os apelos ao voto têm-se por isso multiplicado.

As assembleias de voto abriram às 08h00 e deverão encerrar às 19h00.

Para votar cada eleitor deve ter consigo o cartão de cidadão ou o bilhete de identidade. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) apela a que cada eleitor se informe antecipadamente onde irá votar, "uma vez que houve algumas mudanças com o aumento substancial do número de mesas".

Para isso pode enviar pelo telemóvel, para o número 3838, a mensagem "RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento=aaaammdd" e aguardar a resposta.

Também pode informar-se através do site www.recenseamento.mai.gov.ptTodos os cidadãos nacionais, maiores de 17 anos, estão oficiosamente e automaticamente inscritos na base de dados do recenseamento eleitoral, com base na informação dos serviços do cartão de cidadão.

O Governo apela cada eleitor a usar máscara, a manter a distância de dois metros face a outras pessoas, a desinfetar as mãos no ato de votar e a levar de preferência a própria caneta.

A Comissão Nacional de Eleições garante que foram tomadas todas as precauções para se poder votar em segurança.
Garantias e sugestões
Em caso de receio devido ao manuseamento do seu documento de identificação por terceiros, a CNE sugere que o eleitor "pode levar uma saqueta plástica transparente e fechar nela o seu cartão".

A Comissão apela ainda a que se evitem ajuntamentos através do faseamento dos horários de votação.

"Votar é ainda mais seguro se todos não forem ao mesmo tempo" e "ajuntamento é igual a espera, espera é igual a impaciência e impaciência leva à imprudência", advertiu sábado o Presidente da CNE, juiz conselheiro Soreto de Barros, em onferência de imprensa na Assembleia da República.

Durante este fim-de-semana está proibida a circulação entre concelhos, excepto para quem residir fora do concelho onde está recenseado.

Tanto a Carris como a STCP anunciaram que os seus transportes irão funcionar com o horário de "domingos e feriados", "para poder salvaguardar a necessária mobilidade dos eleitores nas deslocações às assembleias de voto".

Foram “constituídas 12.450 secções de voto, 12.273 em território nacional e 177 no estrangeiro, o que corresponde ao empenhamento de 62.250 membros de mesa" de acordo com um comunicado do Ministério da Administração Interna.

No plano da segurança sanitária do ato eleitoral, o Governo adianta que "foram adquiridos e distribuídos equipamentos de proteção individual num total de 120 toneladas de material profilático", mais especificamente "134.840 pares de luvas, 337.100 máscaras cirúrgicas, 101.842 embalagens de gel de 500 ml e 67.420 viseiras".

Todos os convocados para as mesas foram antecipadamente testados à Covid-19.
Os candidatos

Este ano votaram antecipadamente, devido à pandemia de Covid-19, 197.903 eleitores, cerca de 80,15% de um total de 246.880 inscritos, de acordo com os dados finais dos 308 municípios divulgados pelo Ministério da Administração Interna. Quem se inscreveu para o voto antecipado e não o fez pode votar este domingo.

Concorrem a estas eleições sete candidatos:

Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda
Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato à reeleição apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP
Tiago Mayan, com o apoio da Iniciativa Liberal
André Ventura, rosto do Chega
Vitorino Silva, ex-militante do PS e líder do RIR, também conhecido como Tino de Rans
João Ferreira, apoiado pelo PCP e pelo PEV
Ana Gomes, militante socialista que conta com o apoio do PAN e do Livre.

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