A noite eleitoral em direto
Maior afluência às urnas até às 16h00
Câmara de Lobos. Afluência parece estar um pouco abaixo do que no ano passado
As eleições regionais na Madeira continuam a decorrer e no concelho de Câmara de Lobos não tem havido filas de espera para votar mas a ida as urnas tem sido feita a bom ritmo.
Eleições Madeira. Afluência nos 22,10% até ao meio-dia
Na Madeira, em dia de legislativas regionais a afluência às urnas fixou-se nos 22,10 por cento até ao meio-dia.
Foto: Gregório Cunha - Lusa
Na Escola Ajuda, no Funchal, onde votaram vários candidatos, a votação corre a bom ritmo e esse cenário foi testemunhado pelo repórter da Antena 1, João Alexandre.
Nas últimas Eleições Regionais, no ano passado, a afluência às urnas ao meio-dia era de 20,22 por cento, abaixo da percentagem registada este ano, à mesma hora.
Em 2024, no final do dia, a abstenção acabou por ficar nos 46,60%.
Albuquerque está preparado para "qualquer cenário" mas prevê uma "noite tranquila"
O cabeça de lista do PSD às eleições da Madeira e atual presidente do executivo regional, Miguel Albuquerque, disse estar preparado para "qualquer cenário" pós-eleitoral, mas acredita que o partido terá hoje uma "noite tranquila".
"Acho que vamos ter uma noite mais tranquila. Eu não gosto de fazer prognósticos, mas acho que vai ser mais tranquila", afirmou.
Miguel Albuquerque falava aos jornalistas depois de ter votado numa assembleia de voto instalada numa escola na freguesia de São Martinho, no Funchal, já perto das 13:00.
"Estou preparado para qualquer cenário", afirmou, para logo acrescentar: "O que vai determinar o cenário é a votação dos eleitores. É assim a democracia. E depois da votação, nós fazemos as leituras que temos que fazer."
O candidato e líder do Governo Regional minoritário do PSD disse, por outro lado, que não prevê um crescimento da abstenção, apesar de esta ser a terceira eleição regional em cerca de um ano e meio.
"É óbvio que as pessoas estão cansadas, mas o que eu deduzi da campanha é que as pessoas queriam resolver esta situação de instabilidade e, por isso, estavam dispostas a fazer esta ida às urnas e acho bem que façam", sustentou.
Albuquerque disse que hoje vai almoçar com a família e depois irá à missa às 18:00, seguindo depois para a sede do partido, no centro do Funchal, vincando também que não está nervoso.
"Se eu sofresse de nervos e de histeria, já não estava na política há muito tempo", disse, reforçando: "Já passei por muita coisa. Estive 19 anos na Câmara [Municipal do Funchal], agora estou já há quase 11 anos no Governo, com todos os altos e baixos".
O candidato social-democrata disse ainda que a política "não é para toda a gente" e explicou, com humor, quais as características necessárias para lá estar: "Temos que ter as características do elefante: uma boa pele grossa, uma boa memória e um comprido e inquisitivo nariz".
Eleições na Madeira. Há 14 candidaturas a votos nestas regionais
O receio do cansaço eleitoral é tema à boca das urnas, mas os madeirenses voltaram a votar em força este domingo. Nesta eleição há 14 forças políticas no boletim de voto.
Eleições na Madeira. Mais de 255 mil eleitores inscritos para votar
Os madeirenses votam nas terceiras eleições regionais num ano e meio. Miguel Albuquerque, o presidente e candidato do PSD, diz que está preparado para todos os cenários.
Madeira. Afluência às urnas de 22,10% até ao meio-dia
As eleições legislativas regionais na Madeira registaram hoje, até às 12:00, uma afluência às urnas de 22,10%, um aumento face às últimas eleições, segundo os dados da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.
Nas últimas eleições regionais, que decorreram no ano passado, a afluência às urnas era de 20,22% até à mesma hora, próxima dos 20,98% de 2023 e dos 20,97% registados em 2019.
A abstenção acabou por ficar nos 46,60% no ano passado, nos 46,65% em 2023 e nos 44,50% em 2019.
Em 2015, com uma taxa de abstenção de 50,42%, bateu-se o recorde desde 1976, quando se realizaram as primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira.
Madeira. PAN apela aos eleitores para "não desistirem" apesar do cansaço
A cabeça de lista do PAN às regionais antecipadas da Madeira, Mónica Freitas, apelou hoje aos eleitores para "não desistirem", apesar de "um certo cansaço e desmotivação", ao fim de três atos eleitorais em ano meio no arquipélago.
"Acreditamos que possa haver um certo cansaço, uma certa desmotivação, que haja uma certa descrença até relativamente aos agentes políticos, mas é importante não desistirem, não ficarem cansados da democracia, é importante exercermos o nosso direito", disse Mónica Freitas, em declarações aos jornalistas, depois de ter votado numa escola da freguesia da Camacha, no concelho de Santa Cruz.
Mónica Freitas, que disse que no resto do dia até à noite eleitoral ia "aproveitar para estar com a família e amigos" e relaxar, admitiu que a taxa de abstenção é um motivo de preocupação, mas insistiu nos apelos aos madeirenses para que "não deixem de votar" e exerçam um direito que levou muitos anos a conquistar.
"Já fizemos tudo o que tínhamos a fazer da nossa parte e o importante agora é que as pessoas também se mobilizem e que também façam a sua [parte] a bem da democracia, porque votar é um direito e um dever que nós temos enquanto cidadãos e cidadãs para pensarmos no futuro da nossa região", salientou.
Eleições Madeira. "Voto pode ser transformador", diz candidato da IL
O candidato da Iniciativa Liberal, Gonçalo Camelo, diz que o voto é transformador e que pode mudar a vida das pessoas.
Eleições Madeira. Candidato do CDS-PP fala em "dia de maturidade"
O candidato do CDS-PP, José Manuel Rodrigues, acredita que os madeirenses vão travar a abstenção.
Eleições Madeira. Candidato do Juntos pelo Povo apela ao voto
O candidato do Juntos pelo Povo, Élvio Sousa, apela a que as pessoas não fiquem em casa nestas eleições.
"É decisivo para a nossa região". Ireneu Barreto apela ao voto nas eleições na Madeira
Ireneu Barreto apelou este domingo ao voto nas eleições regionais da Madeira. "Se é importante votar, hoje é mais do que importante. É decisivo para a nossa região", declarou aos jornalistas o representante da República.
"Democracia está a acontecer". Paulo Cafôfo já votou nas regionais da Madeira
O líder do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, já votou nas eleições regionais. Para o socialista, as pessoas que estão descontentes devem ir às urnas para mudar o rumo da região. "Não há coisa mais bonita do que a democracia e hoje ela está a acontecer", declarou aos jornalistas.
Grande afluência às urnas no Funchal
Madeira. Urnas das regionais antecipadas abriram às 8h00
As urnas das legislativas regionais antecipadas da Madeira, nas quais podem votar mais de 255 mil eleitores, abriram hoje às 8h00, encerrando às 19h00.
De acordo com dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o número de inscritos "habilitados para votar" no sufrágio é de 255.380, dos quais 249.840 na ilha da Madeira e 5.540 na ilha do Porto Santo.
Em comparação com as anteriores regionais, em maio de 2024 (também antecipadas), com base no mapa oficial de resultados, hoje podem votar mais 858 cidadãos.
Nas eleições do ano passado, a abstenção foi de 46,60%. O valor recorde da abstenção desde 1976, ano das primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, registou-se em 2015, quando não foram votar 50,42% dos 256.755 eleitores inscritos.
Ao círculo eleitoral único do arquipélago, com 47 assentos parlamentares, concorrem hoje 14 listas: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.
No sufrágio anterior, o PSD conseguiu eleger 19 deputados, o PS 11, o JPP nove, o Chega quatro (mas, uma deputada tornou-se, entretanto, independente) e o CDS-PP dois. PAN e IL garantiram um assento cada.
As eleições antecipadas ocorrem na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega - que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional minoritário, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) -- e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.
Nas legislativas regionais, o representante da República, cargo ocupado por Ireneu Barreto, convida uma força política a formar governo em função dos resultados (que têm de ser publicados), após a auscultação dos partidos com assento parlamentar na atual legislatura.
Madeirenses vão a votos. Conheça os candidatos e os seus programas
As eleições legislativas regionais na Madeira realizam-se este domingo. São as terceiras no espaço de ano e meio devido à aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega que derrubou o Governo minoritário do PSD liderado por Miguel Albuquerque. Os eleitores madeirenses e porto-santenses voltam às urnas para escolher entre as 14 candidaturas, incluindo 12 partidos isolados e duas coligações, da Coligação Democrática Unitária (CDU) - (PCP/PEV) - e Força Madeira (PTP/MPT/RIR). Nas últimas duas semanas de campanha eleitoral, as várias forças prometeram resolver o impasse político no arquipélago. Se, por um lado, Miguel Albuquerque procura maioria para governar, a oposição quer mudança.
Funcionário público na área do ambiente de profissão e empresário no setor da restauração e atividades turísticas, já foi militante do PSD e aderiu ao Chega em 2019. Em 2021, encabeçou a lista do partido à presidência da Câmara Municipal do Funchal, numas eleições em que o Chega foi o quarto partido mais votado.
Além deste foco, o Chega defende o reforço da autonomia política e administrativa da Madeira, a redução da carga fiscal para os madeirenses, a valorização do setor primário para dignificar e apoiar os profissionais dos setores da agricultura, pesca e outras atividades primárias e ainda a reforma dos transportes públicos.
É gerente hoteleiro de profissão, ex-militante do Chega e o atual rosto da Alternativa Democrática Nacional.
É jornalista de profissão (pertence aos quadros da RTP Madeira), iniciou a sua carreira jornalística no Jornal da Madeira em 1978 e passou pelas redações de vários meios de comunicação social, tendo sido correspondente na Madeira do Diário de Notícias e do Independente.
Na vida política foi eleito deputado ao Parlamento regional da Madeira, nas eleições de 1996, 2000, 2004, 2007, 2015 e 2019 e eleito deputado ao Parlamento nacional português em 2009 e 2011.
Nestas eleições o CDS-PP propõe um plano de redução da despesa pública que prevê a redução da máquina governamental, a extinção de organismos “que se revelaram inúteis”, a venda de património devoluto e a avaliação custo benefício de qualquer investimento público ou obra pública de modo a financiar as medidas que o partido propõe sem afetar o equilíbrio orçamental da Região Autónoma da Madeira.
Nomeadamente um plano de emergência para a habitação, com a aprovação de um conjunto de medidas que prevê a construção de casas destinadas aos mais carenciados, jovens e à classe média através da consignação de 100 milhões de euros por ano do orçamento regional, a cedência de terrenos públicos a famílias e às cooperativas para o efeito, apoios significativos à reabilitação e ampliação de imóveis degradados e isenção de impostos tais como o IVA, IMT e do Imposto de Selo na construção e aquisição da primeira habitação.
Três eleições regionais na Madeira em ano e meio. Como chegámos até aqui?
Dez meses depois da última eleição regional, os madeirenses voltam às urnas para escolher a composição do novo Governo e Parlamento regionais. Este domingo, decorrerá o terceiro escrutínio na região em apenas um ano e meio, desencadeado pela aprovação de uma moção de censura inédita na Madeira no final do ano passado. Dissecamos, neste artigo, os motivos que levaram o arquipélago à atual situação política.
A moção apresentada pelo Chega contou com os votos a favor de toda a oposição. De um total de 47 deputados, uma maioria de 26 votou a favor. Contra votaram os 19 deputados do PSD e os dois deputados regionais do CDS-PP.
Dias antes, a 9 de dezembro, a mesma oposição tinha-se unido no chumbo do Orçamento da Madeira para a Assembleia Regional. Mas a atual crise política na Madeira já se prolonga há mais de um ano.
Do apoio do PAN à mega operação
A 24 de setembro de 2023, as eleições regionais na Madeira determinaram a vitória da coligação entre o PSD e o CDS, obtendo em conjunto 23 mandatos.
Ficou, no entanto, aquém dos 24 necessários para obter uma maioria. Os dois partidos negociaram então um acordo de incidência parlamentar com o PAN, que elegeu um deputado, viabilizando dessa forma o Governo.
Esse mesmo apoio viria a ser retirado poucos meses mais tarde após uma operação de larga escala cujos efeitos ainda se fazem sentir na política madeirense.
Em janeiro de 2024, uma megaoperação policial envolveu mais de uma centena de inspetores da Polícia Judiciária e outros peritos do continente que viajaram para a Madeira.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, foi constituído arguido no âmbito deste processo mas recusou demitir-se. Dias depois, o PAN acabaria por retirar o apoio parlamentar, exigindo a saída do líder do executivo da Madeira.
Nova vitória do PSD e a viabilização pelo Chega
A Madeira voltava a votos ao fim de nove meses. Na eleição antecipada de 26 de maio de 2024, o PSD voltou a vencer, mas ficou novamente aquém dos 24 deputados necessários para assegurar a maioria absoluta, mesmo coligado com o CDS-PP. Em conjunto, conseguiu apenas 21 mandatos.
O partido justificou a decisão com as diferentes investigações regionais que envolvem não só o chefe do executivo regional, Miguel Albuquerque, mas também quatro secretários regionais que foram constituídos arguidos. Um destes inquéritos, de Eduardo Jesus, secretário de Economia, Turismo e Cultura, foi entretanto arquivado pelo Ministério Público.
A queda do Governo levou o presidente da República a convocar o Conselho de Estado em janeiro último. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou depois a decisão de dissolver o Parlamento da região e convocar novas eleições regionais.