Política
Ensino superior. Problemas no acesso e na oferta
Quase meio milhão de pessoas inscreveu-se no ensino superior em 2024/2025. O número representa um aumento de 30 por cento do número de inscritos na última década. A PORDATA explica esta subida com o facto de haver mais estudantes em licenciaturas e mestrados. A juntar a isto, também se verificou um aumento de 5.844 alunos em cursos técnico superior profissional (CTeSP) e 4.753 em doutoramentos.
O aumento de estudantes estrangeiros no ensino superior tem sido estável e regista um crescimento de “mais 4 mil alunos ao ano, em média”, verifica a base de dados estatística da Fundação Francisco Manuel dos Santos (PORDATA). “Nos últimos 15 anos, o número de estudantes estrangeiros quadruplicou, passando de 20 mil para 80 mil alunos, no ano letivo de 2024/2025.”
Os cinco países com mais alunos inscritos no ensino superior português, em 2024/25, são Brasil, Angola, Guiné-Bissau, França e Itália.
No entanto, se há mais alunos inscritos no ensino superior, a Pordata alerta para a taxa de abandono.
No que diz respeito à conclusão dos cursos, “mais de metade dos alunos de licenciatura (51%) e mestrado integrado (55%) concluem os cursos no tempo esperado”, tanto no público como no ensino superior privado.
Números da oferta
Já os cursos de oferta exclusiva do ensino público são 428. Por exemplo, Ciências Sociais, Engenharia Eletrotécnica e Línguas, Literaturas e Culturas. Todos tiveram “mais de mil novas entradas no biénio 2023/24-2024/25”.
Menos expressivo é o número de novos diplomados nestas áreas. Em 2024/2025 o aumento foi de 30 por cento face a 2014/15.
A PORDATA é a base de Dados de Portugal Contemporâneo, organizada e desenvolvida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Os cinco países com mais alunos inscritos no ensino superior português, em 2024/25, são Brasil, Angola, Guiné-Bissau, França e Itália.
Quanto aos cursos com a média mais elevada, em 2024/2025 no concurso nacional de acesso, os três que lideram são da Universidade do Porto.
Engenharia Aeroespacial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto liderou a tabela com 19,5 valores.
Também da mesma faculdade, surge em segundo lugar Engenharia e Gestão Industrial (19) e Medicina (18,8), da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Apenas um ano após o ingresso nos cursos do Concurso Nacional de Acesso, o abandono (sem ser para mudar de curso ou instituição) “atingiu os 30% das entradas em 2022/2023 ou 2023/2024”.
Tendo sido verificado que é maior a tendência para abandonar cursos com nota média de entrada mais baixa.No que diz respeito à conclusão dos cursos, “mais de metade dos alunos de licenciatura (51%) e mestrado integrado (55%) concluem os cursos no tempo esperado”, tanto no público como no ensino superior privado.
Números da oferta
No que diz respeito à oferta, “os 81 cursos oferecidos tanto pelo setor público como pelo privado têm um peso particularmente relevante, uma vez que abrangem mais de metade das ofertas”, assinala a PORDATA.
No que diz respeito aos cursos exclusivamente oferecidos por instituições privadas, contabilizam-se 116.
Entre eles surgem Cinema e Arte dos Media, Gestão Aeronáutica e Gestão Comercial e de Retalho. “Todos com mais de 60 novos ingressos no biénio 2023/24-2024/25.”
A PORDATA destaca ainda novas áreas de estudo que têm acolhido cada vez mais interessados. “O número de novos inscritos em áreas STEM (acrónimo em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) tem vindo a crescer em número e em proporção.” Na comparação a 10 anos, estas áreas registaram um aumento de quase mais 10 mil alunos inscritos (uma subida de 57 por cento).Menos expressivo é o número de novos diplomados nestas áreas. Em 2024/2025 o aumento foi de 30 por cento face a 2014/15.
A PORDATA é a base de Dados de Portugal Contemporâneo, organizada e desenvolvida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.