Política
Eleições Legislativas 2025
Entrevista à RTP. Paulo Raimundo assume que CDU procura "mais votos e mais deputados"
O secretário-geral do PCP lidera a candidatura da CDU às eleições legislativas. Questionado na RTP sobre o objetivo para este escrutínio após a eleição de quatro deputados, em 2024, Raimundo assume que são necessários mais votos e mais deputados.
Foto: Pedro A. Pina - RTP
Quanto às possibilidades de viabilizar um Governo do PS, Paulo Raimundo faz a distinção entre os "factos" e as "intenções" dos socialistas, assinalando que o PS se absteve na votação de um Orçamento do Estado que "baixou o IRC das grandes empresas".
Em vez disso, os recursos perdidos com essa medida deveriam ter sido empregues "no que faz falta", ou seja, no SNS, pensões e habitação pública.
Paulo Raimundo recorda ainda que o PS recusou, ao lado do PSD e do CDS, "várias" medidas propostas pela PCP. Uma dessas recusas deixou o secretário-geral dos comunistas "particularmente agastado": a recusa de uma comissão de inquérito sobre o "crime económico" com a privatização da ANA, uma medida que "vai lesar o Estado em 20 mil milhões de euros".
A respeito da construção pública, Paulo Raimundo diz que PS e PSD estão no plano das “intenções” quando prometem a construção de milhares de casas, destacando que é necessário que haja mais casas “que as pessoas consigam pagar”.
Questionado sobre o financiamento de medidas como a valorização das carreiras na Administração Pública, mais investimento na Saúde, na Educação, na Habitação, Paulo Raimundo aponta aos benefícios concedidos a grandes empresas.
“Não somos um país com recursos ilimitados. Temos a consciência do país que temos. Se há alguém que tem consciência do país que temos somos nós, também. Mas temos de fazer opções”, vincou.
Paulo Raimundo afirmou nesta entrevista à RTP que o atual Orçamento do Estado “tem 1.800 milhões de euros de benefícios fiscais para as grandes empresas”.
“As grandes empresas, as que têm 32 milhões de euros de lucros por dia, não precisam de mais benefícios”, acrescentou, ainda que reconheça a importância das grandes empresas.
Sobre o eventual facilitismo com o fim do SIADAP (sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública) e dos exames a partir do 9º ano, Paulo Raimundo defendeu que o povo português “é muito exigente”.
Em concreto sobre o SIADAP, considerou que pode até ter elementos positivos, mas acaba por ser “um sistema embrulhado na ideia de exigência” que é, no fundo, um “sistema de quotas”. Sobre os exames, considerou que podem ter, gradualmente, um “peso menor” nas avaliações. Defendeu a aposta na “avaliação continua”, o que implica dar “mais condições às escolas”.
No plano internacional, considerou que “não há nenhuma distinção” entre as guerras na Ucrânia e na Palestina e que houve uma “baralhação propositada” em torno da posição do PCP sobre a guerra no leste da Europa.
“Por nós, se mandássemos alguma coisa, aquela guerra nunca tinha começado”, asseverou Raimundo. Sobre este conflito, voltou a defender que não envolve apenas “dois países”, mas também a NATO, a União Europeia e os Estados Unidos.
Criticou ainda o projeto “protofascista” de Donald Trump na Ucrânia com a negociação de um acordo sobre as terras raras do país.
Por fim, questionado sobre se a CDU só admite apoiar uma solução de Governo com um reconhecimento imediato do Estado da Palestina, Paulo Raimundo prefere sublinhar que tal ação não iria resolver os problemas atuais, mas que seria “um contributo importantíssimo, um sinal político de apoio à causa palestiniana” contra o “genocídio” em curso e um “sinal de aperto” para Israel.
"Não há nenhuma razão para que isso não aconteça. Vamos ver se Portugal não vai ficar naquele grupo muito reduzido de países que ainda não deram esse passo e precisam de dar”, apontou.
Questionado sobre o financiamento de medidas como a valorização das carreiras na Administração Pública, mais investimento na Saúde, na Educação, na Habitação, Paulo Raimundo aponta aos benefícios concedidos a grandes empresas.
“Não somos um país com recursos ilimitados. Temos a consciência do país que temos. Se há alguém que tem consciência do país que temos somos nós, também. Mas temos de fazer opções”, vincou.
Paulo Raimundo afirmou nesta entrevista à RTP que o atual Orçamento do Estado “tem 1.800 milhões de euros de benefícios fiscais para as grandes empresas”.
“As grandes empresas, as que têm 32 milhões de euros de lucros por dia, não precisam de mais benefícios”, acrescentou, ainda que reconheça a importância das grandes empresas.
Sobre o eventual facilitismo com o fim do SIADAP (sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública) e dos exames a partir do 9º ano, Paulo Raimundo defendeu que o povo português “é muito exigente”.
Em concreto sobre o SIADAP, considerou que pode até ter elementos positivos, mas acaba por ser “um sistema embrulhado na ideia de exigência” que é, no fundo, um “sistema de quotas”. Sobre os exames, considerou que podem ter, gradualmente, um “peso menor” nas avaliações. Defendeu a aposta na “avaliação continua”, o que implica dar “mais condições às escolas”.
No plano internacional, considerou que “não há nenhuma distinção” entre as guerras na Ucrânia e na Palestina e que houve uma “baralhação propositada” em torno da posição do PCP sobre a guerra no leste da Europa.
“Por nós, se mandássemos alguma coisa, aquela guerra nunca tinha começado”, asseverou Raimundo. Sobre este conflito, voltou a defender que não envolve apenas “dois países”, mas também a NATO, a União Europeia e os Estados Unidos.
Criticou ainda o projeto “protofascista” de Donald Trump na Ucrânia com a negociação de um acordo sobre as terras raras do país.
Por fim, questionado sobre se a CDU só admite apoiar uma solução de Governo com um reconhecimento imediato do Estado da Palestina, Paulo Raimundo prefere sublinhar que tal ação não iria resolver os problemas atuais, mas que seria “um contributo importantíssimo, um sinal político de apoio à causa palestiniana” contra o “genocídio” em curso e um “sinal de aperto” para Israel.
"Não há nenhuma razão para que isso não aconteça. Vamos ver se Portugal não vai ficar naquele grupo muito reduzido de países que ainda não deram esse passo e precisam de dar”, apontou.