Política
"Esse tempo passou". Ventura recusa qualquer acordo de governação com Montenegro
Em reação às declarações de Pedro Passos Coelho, André Ventura deixou claro que o tempo para entendimentos com o PSD "já passou" e recusa qualquer acordo de governação.
Em declarações à RTP numa entrevista a Vítor Gonçalves, esta segunda-feira, o presidente do Chega asseverou que nunca estaria num Governo com um primeiro-ministro que escolheu um caminho que não é reformista.
André Ventura diz ainda que “nunca estaria num Governo onde está Luís Neves”, afirmando que não vê autoridade política no primeiro-ministro após as polémicas com o atual ministro da Administração Interna. “Nenhum membro do Chega aceitaria estar num Governo onde há suspeitas de irregularidades e ilegalidades. Acho que esse tempo passou”, disse.
No entanto, Ventura concorda com Pedro Passos Coelho e entende que “houve um tempo” em que um acordo entre os partidos deveria ter sido colocado em cima da mesa. “Foi Luís Montenegro e este PSD que não quiseram”, aponta.
Agora, o presidente do Chega salienta que o seu partido está à frente em algumas sondagens e considera que “é o momento” de se começar a construir “uma maioria liderada pelo Chega”.
“As pessoas estão fartas do PS e PSD. Querem mudança”, disse Ventura, afirmando que só quer ser primeiro-ministro “se ganhar a confiança das pessoas”.
OE é "mau"
Em relação ao Orçamento do Estado para 2027, Ventura classifica-o como “mau”, mas ressalva que ainda não foi tomada uma decisão sobre o sentido de voto, afirmando que o partido ainda está a analisar o documento apresentado pelo Governo na semana passada.
No entanto, não deixa de fazer críticas a algumas matérias que classifica como decisivas, como a descida do IVA nos combustíveis e da idade da reforma.
OE é "mau"
Em relação ao Orçamento do Estado para 2027, Ventura classifica-o como “mau”, mas ressalva que ainda não foi tomada uma decisão sobre o sentido de voto, afirmando que o partido ainda está a analisar o documento apresentado pelo Governo na semana passada.
No entanto, não deixa de fazer críticas a algumas matérias que classifica como decisivas, como a descida do IVA nos combustíveis e da idade da reforma.
Ventura recorda que foi aprovado no Parlamento, em julho, um projeto de resolução do Chega sobre a descida do IVA sobre os combustíveis e bens alimentares e que esperava que estivesse refletido no Orçamento do Estado. “Quando vamos ver, o Governo continua a não querer fazer a descida dos impostos sobre os combustíveis no Orçamento”, critica.
“Gastámos na REN entre 500 a 560 milhões de euros. Isto dava para descer o IVA dos combustíveis até fevereiro”, observou.
Regressando ao tema de Luís Neves e questionado sobre a mais recente polémica do afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral da Administração Interna, André Ventura considera tudo “gravíssimo”.
“Eu não tenho uma bola de cristal, mas tudo isto cheira a corrupção”, disse. “Se [Montenegro] não afastar Luís Neves, vai infetar todo o Governo e toda a sua integridade”, declarou.
“Eu não tenho uma bola de cristal, mas tudo isto cheira a corrupção”, disse. “Se [Montenegro] não afastar Luís Neves, vai infetar todo o Governo e toda a sua integridade”, declarou.