"Estou-me nas tintas para os notáveis". Ventura desvaloriza apoios a Seguro

O candidato apoiado pelo Chega esteve na primeira ação de campanha desde as eleições de domingo e garantiu que só lhe interessa o apoio do povo português.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Tiago Petinga - Lusa

O candidato presidencial André Ventura desvalorizou esta terça-feira os apoios que o adversário António José Seguro tem recebido e reiterou que só precisa do apoio do povo. Na primeira ação de campanha antes da segunda volta das eleições presidenciais, o líder do Chega afirmou que “só falta o José Sócrates vir apoiar” o candidato socialista.

Isto não foi a derrota de ninguém. Foi a vitória de dois projetos: um de que eu discordo, que é o projeto socialista, e foi a vitória de uma outra candidatura que quis romper com o sistema”, disse Ventura em Sacavém, referindo-se aos resultados da primeira volta das eleições.

Face aos apoios que António José Seguro tem recebido por parte de figuras ligadas ao PSD e à IL, o candidato reiterou que quer “o apoio do povo português”.

“A minha comissão de honra é o povo português, é o povo que não quer mais PS, que não quer mais socialismo”, elaborou.

Eu estou-me nas tintas para os notáveis. Eu quero o povo português e quero aqueles que não querem regressar ao fantasma, ao desastre, ao empobrecimento do Partido Socialista”.

“Só falta o José Sócrates vir apoiar António José Seguro também, coisa que eu acho que vai acontecer ainda nos próximos dias”, acrescentou o líder do Chega, passando a acusar o adversário de ter “medo do confronto”.

“O meu adversário está a preparar-se para evitar debates nesta segunda volta ou só quer fazer um debate”, frisou, afirmando que “isto não é para medrosos nem para medricas”, é “para lutar pelo país a sério”.

Ventura desafiou Seguro a ter três debates ao longo destas três semanas e para terem um debate específico sobre o tema da saúde. Seguro “não pode pensar que vai passar três semanas de uma segunda volta inédita das eleições a dizer generalidades, baboseiras da luta contra a extrema-direita”, defendeu.
PUB