Política
Fragatas. PSD e CDS querem Nuno Melo na AR para "dissipar" dúvidas
"Houve deputados, designadamente do Chega e incluindo o próprio presidente do Chega, que não só lançaram a suspeita como afirmaram que tinha havido da parte do ministério e do próprio ministro uma atuação indevida", apontou o deputado João Almeida.
Para “dissipar qualquer dúvida” sobre o processo de aquisição das três fragatas a Itália, PSD e CDS-PP deram entrada de um requerimento a pedir a audição do ministro da Defesa na Assembleia da República. Em declarações à RTP Antena 1, João Almeida, deputado centrista, defende que é “importante” que o Parlamento conheça “diretamente e da boca do ministro” todos os esclarecimentos em torno do negócio.
“Foi lançada uma notícia falsa, que não corresponde à verdade. E houve deputados, designadamente do Chega e incluindo o próprio presidente do Chega, que não só lançaram a suspeita como afirmaram que tinha havido da parte do Ministério da Defesa Nacional e do próprio ministro uma atuação indevida”, refere o deputado do CDS. “É importante que a Comissão de Defesa conheça diretamente, e da boca do ministro, toda essa explicação e o desmentido do que veio a público”, acrescenta.
“Foi lançada uma notícia falsa, que não corresponde à verdade. E houve deputados, designadamente do Chega e incluindo o próprio presidente do Chega, que não só lançaram a suspeita como afirmaram que tinha havido da parte do Ministério da Defesa Nacional e do próprio ministro uma atuação indevida”, refere o deputado do CDS. “É importante que a Comissão de Defesa conheça diretamente, e da boca do ministro, toda essa explicação e o desmentido do que veio a público”, acrescenta.
O ministro da Defesa anunciou no início da semana que vai processar judicialmente o jornal 24Horas devido a uma notícia que refere um alegado afastamento à última hora da empresa portuguesa NTG, que participaria como intermediária no processo de aquisição das fragatas, e que levou a empresa a perder 90 milhões de euros em comissões. Nuno Melo vai igualmente processar o presidente do Chega, André Ventura, e o deputado Pedro Frazão por declarações que os dois dirigentes do Chega fizeram sobre o caso nas redes sociais.
Ouvido pela rádio pública, João Almeida rejeita também as críticas feitas nos últimos dias pelos partidos da oposição, que apontam falta de transparência ao Governo em torno do processo da compra das fragatas, ao abrigo do programa europeu SAFE.
“Para além das explicações que o senhor ministro da Defesa deu à porta aberta sobre o mecanismo SAFE e, em concreto, sobre a aquisição das fragatas, houve uma outra audição com o almirante-chefe de Estado-Maior da Armada, em que essa explicação foi detalhadíssima”, garante João Almeida, insistindo que não tem faltado transparência.
“Qualquer pessoa que faça parte da Comissão de Defesa sabe perfeitamente que tem toda a informação. Não pode dizer de maneira nenhuma que foi opaca", assegura o centrista, acrescentando: "Quer a parte política explicada pelo ministro na audição que teve recentemente, quer toda a explicação técnica e o comparativo que foi feito pelo almirante-chefe foram muito transparentes".