Gouveia e Melo "ao leme", atira aos "boys" na Administração Pública

O simulador do Porto de Leixões foi pretexto para a Henrique Gouveia e Melo testar manobras perigosas e condições adversas, antes de tentar atracar em Belém.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão/LUSA

Ao quarto dia de campanha, o almirante foi convidado a pegar no leme e o cenário, que não lhe é estranho, convidou às metáforas marítimas.

Vai agarrar o leme?”, questionam os jornalistas. Gouveia e Melo acede ao pedido. “Claro que estou habituado a ter que tomar decisões difíceis e, portanto, não será muito difícil estar ao leme dos destinos do país”, assegura, acrescentando que acredita "piamente em levar o navio a bom termo”. 

E, nesse trajeto até ao dia, quais serão as manobras mais difíceis? “Convencer os portugueses a não fazerem erros porque têm pouco tempo para decidir bem”.

Gouveia Melo aponta o Porto Leixões como um exemplo que deve ser seguido na Administração Pública. Renovar o Estado é uma causa que assume nesta campanha. E perante um “bom exemplo”, deixa a advertência. “É preciso não deixar que as estruturas políticas infiltrem lugares de alta competência técnica, totalmente baseadas no conhecimento”. 

O candidato a Belém vai mais longe. “Não pode vir um ‘boy’ mandar ou controlar uma coisa que não conhece porque tem um cartão político”, afirma o ex-chefe do Estado-Maior da Armada.
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