Gouveia e Melo quer "andar para a frente", ora com perna esquerda, ora com direita

Na arruada pelas ruas de Mirandela, distrito de Bragança, Henrique Gouveia e Melo encontrou alguns cruzamentos que levantaram dúvidas.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão/LUSA

Seguir pela esquerda? Ou pela direita? As ações de rua em terras transmontanas são ainda uma novidade, mas o candidato à Presidência da República, estreante em campanhas, recusa não saber para que lado se virar.

Tente lá andar só com a pena esquerda? Ou só com a direita? Não. É direita, esquerda”, exemplifica. “É assim que avança Portugal. Entre uma opção A, uma opção B, uma opção A, mas sempre para andar para a frente”.

Levar o país para a frente. É o compromisso de Gouveia e Melo, que assume que, no passado, a postura de Marcelo Rebelo de Sousa – o “Presidente dos afetos” – foi importante. “Fez muito por Portugal no momento em que saímos da troika. Era necessário, os afetos eram necessários.”, sublinha. 

Mas agora, diz, é preciso fazer diferente. “Portugal precisa de um presidente que lhes dê confiança. Que os portugueses sintam que têm na presidência alguém em que podem confiar nos momentos difíceis”, aponta, questionado sobre que marca quer deixar em Belém caso seja eleito.

E o candidato a Belém atira aos adversários. “Não pode ser uma pessoa que não tenha posições quando é necessário ter posições. E tem que ser uma pessoa exigente com a governação.”, diz, acrescentando, “Não porque seja contra a governação, pelo contrário. Porque a exigência ajuda a governação”.
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