Política
Governo não exclui qualquer medida do relatório do FMI e pede debate alargado
O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, elogiou o documento elaborado pelo FMI e referiu que o governo "não elimina" qualquer medida que consta no relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o Estado social, hoje conhecido.
Questionado diretamente sobre os cortes em todas as reformas dos pensionistas, Moedas escusou-se também a fazer qualquer comentário, adiantando que o governo não está em condições de dizer quais são as medidas a adotar, até porque o executivo ainda vai "estudar o menu de medidas que nos foi apresentado".
Carlos Moedas não se comprometeu com prazos para que os portugueses conheçam as medidas através das quais o Governo pretende cortar 4.000 milhões de euros em despesas sociais.
Num relatório hoje divulgado pelo Jornal de Negócios, mas com data de
dezembro, o FMI propõe, entre outras medidas, o aumento das taxas moderadoras, a dispensa de 50 mil professores e um corte em todas as pensões.
No relatório encomendado pelo Governo ao FMI sobre a despesa do Estado, o Fundo detalha medidas que "poderão aumentar a eficiência do Estado, reduzindo a sua dimensão de forma a suportar a saída da crise", propondo "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014, que poderá ser precedido de uma redução de 800 milhões já este ano".
Sobre o tom crítico ao documento por parte do ministro da Solidariedade, Mota Soares, o secretário de Estado considerou que o responsável do governo devia estar a referir-se a um outro relatório preliminar sobre a mesma matéria.
(Com Marcos Celso)